quinta-feira, 21 de julho de 2011

VIAMÃO: PALESTRA ABORDA GÊNERO E SEXUALIDADE NAS ESCOLAS

Palestra aborda gênero
e sexualidade nas escolas


Texto e fotos: Natália Maciel

JANE FELIPE FAZ PALESTRA SOBR SEXUALIDADE

PROFESSORES ATENTOS AS ORIENTAÇÕES DA EDUCADORA



Fez parte do cronograma da tarde do Congresso de Educação a palestra de Jane Felipe, graduada em Psicologia pela UFRJ, mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ), doutora em Educação pela UFRGS e membro do Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero (GEERGE). O tema abordado foi gênero e sexualidade nas escolas.
A palestrante destacou que apenas 5,5% das escolas brasileiras possuem algum projeto de Educação Sexual. “Alguns dados demonstram a relevância do tema, como o fato de haver um grande número de DSTs e gravidez na adolescência, o que causa o abandono à escola por 25% das adolescentes; o início da vida sexual da menina, que é entre os nove e 13 anos, por exemplo”, afirmou.
Ela explicou que o conceito de gênero tem o objetivo de questionar a ideia de que uma “essência” ou “natureza” explique os comportamentos de homens e mulheres, posicionando-os de forma desigual. De acordo com Jane, o gênero tem uma ênfase na construção histórica, social, cultural e linguística na construção da masculinidade e da feminilidade.
Segundo a palestrante, o comportamento do homem e da mulher é acionado pelos pais desde pequenos. “O fato de se padronizar os brinquedos de meninos e meninas já é uma forma de construir a feminilidade ou masculinidade da criança. Quando um menino brinca com coisas consideradas de meninas, isso é visto como um desvio de conduta. A verdade é que a criança irá brincar com qualquer coisa, no entanto desde pequenas elas já são ensinadas pelos pais sobre o que podem ou não fazer. Essas determinações acabam limitando também o desenvolvimento dessa criança”, explicou.
Conforme Jane, a construção da masculinidade se dá por meio do incentivo à competitividade e também à misoginia e homofobia. “Os meninos já são educados desde cedo a não levarem desaforo para casa, ou então a terem aversão a tudo que é considerado feminino. Sei de professores que exigem bom comportamento dos alunos alegando que, se não obedecerem, irão sentar na mesa das meninas”, contou.
Já na construção da feminilidade, está presente o incentivo à domesticidade, à maternidade, ao romantismo e ao embelezamento. “Além disso, ao contrário dos meninos, as meninas são educadas mais rigorosamente e estimuladas a nunca se envolverem em confusão. Um exemplo são as mulheres violentadas pelos maridos e que mesmo assim não os denunciam.” ressaltou Jane.
A palestrante falou sobre a necessidade de se aprofundar na abordagem da sexualidade nas escolas. “Ela é discutida nas instituições apenas pelo viés biológico, o que é um trabalho muito limitado. Não há nenhum projeto contínuo nas escolas acerca dessa temática, apenas eventuais palestras”, destacou.
Segundo Jane, a sexualidade pode ser trabalhada de diversas formas “Na matemática, por exemplo, ela poderia ser abordada através de estatísticas; na história, por meio das definições ao longo dos séculos e as conseqüentes mudanças, etc. Nossa obrigação é ampliar o conhecimento, tanto o nosso como o dos alunos, e encontrar formas de atuação da temática nas escolas”, encerrou.

VIAMÃO: FÓRUM DE PROFESSORES DICUTE VALORES E EMOÇÕES NA ESCOLA. CONQUISTANDO ALUNOS

Capacitações discutem
valores e emoções na escola


Textos e fotos: Letícia Pusti,
Rose Scherer e Tamires Fonseca





Repensando as práticas pedagógicas na escola, o Congresso sobre Formação Continuada de Professores, promovido pela Prefeitura de Viamão e realizado pela produtora de eventos Futuro, discutiu na manhã desta terça-feira, dia 19, os valores e a ética nos dias atuais, interagindo e estimulando a relação com os alunos e pais.
A palestra de Zita Lago, mestre e doutora em Educação e graduada em filosofia, discorreu sobre ética, legalidade e valores. Zita iniciou sua fala com um enigma: “Nem tudo que é legal é ético e nem tudo que é ético é legal”. A doutora em educação explicou que partimos de uma educação de valores, que difere em diferentes culturas e gerações. “Hoje nos deparamos com novos paradigmas legais, culturais, financeiros, da família, etc, que nos fazem rever o valor da convivência e da união”, expressa Zita.
A doutora explica que as pessoas se acomodam nas suas zonas de conforto e passam a ter ações não conscientes e conscientes do mesmo modo inconsciente. “Está na hora de mudarmos, não basta só nos indignarmos, temos que levantar e falar. A escola pode sim fazer a diferença”, exclama a palestrante. Segundo ela, a categoria de professores está muito conformada, trabalhando apenas a grade curricular, esquecendo que os alunos são seres emotivos. “Se não nos metermos, não intervimos, não ‘tocarmos’ os alunos, não estaremos trabalhando a sensibilidade dos alunos e de nós mesmas. E com isso, perdemos a emoção e caímos na ação inconsciente. A mudança depende de nós”, finaliza.

Conquistando os alunos

A discussão sobre as melhores formas de interação entre professores e alunos foi o tema da palestrante Isabel Parolin, mestre em Psicologia da Educação. De acordo com ela, só há aprendizagem quando se tem uma interação entre o professor e o aluno.
“A sociedade é ‘aprendente’, pois a cada dia que passa ela sofre diversas mudanças, até que aprenda como agir perante o diferente. Com uma sociedade mais ética e cidadã, a interação entre os seres seria bem maior”, explica Isabel. Questionada sobre como se deve interagir com um aluno deficiente, a palestrante falou que a interação deve ser a mesma, porém com maior cuidado, mas nunca privar a criança, que possui qualquer deficiência, de se juntar, correr, rir e brincar com os seus colegas de aula. “Entrosamento, interação e acolhimento deve ser unido pelo mesmo objetivo, que é a educação, seja qual for a situação do aluno”, conclui.

Construção da formação ética e moral
A palestra O brincar para crianças e adolescentes: valores, ética e cidadania para toda a vida tratou da construção da formação ética e moral de crianças e adolescentes na escola, através de jogos e brincadeiras utilizadas como material pedagógico.
A abordagem inicial apresentou aos participantes a concepção de certo e errado para as crianças e a partir disso, os modos com os quais deve-se trabalhar e utilizar as brincadeiras como parte do desenvolvimento e amadurecimento delas nas escolas.
Segundo a palestrante e mestre em Educação, Ana Cristina Souza Rangel, o espaço oferecido para o brincar nas escolas é essencial. “É nele que o aluno se sente parte de algo e seja integrado à sociedade. Além disso, jogos tendem a melhorar a qualidade de ensino, pois facilitam o aprendizado de diferentes áreas do conhecimento, como a matemática, por exemplo”, encerra Ana Cristina.

VIAMÃO: JAIME ZORZI: "TODO APRENDIZADO GERA DÚVIDAS"

Todo aprendizado gera dúvidas


Texto e fotos: Rose Scherer

A tarde da terça-feira, dia 19, foi ilustrada pela palestra do fonoaudiólogo e doutor em Educação, Jaime Zorzi, que falou sobre a difícil tarefa de transformar o erro em acerto, utilizando estratégias de intervenções para otimizar o conhecimento dos alunos. Ou seja, o que é avaliado como errado, pode estar certo, se visto de outro ponto de vista.
Zorzi resgata alguns conceitos sobre conhecimento, ensinar, construção e avaliação. “O mundo passa por transformações constantes e o que é visto como uma verdade hoje, amanhã não mais será”, explica o doutor. Isso tudo para ilustrar a dificuldade que algumas crianças têm em escrever as palavras corretamente.
“É muito difícil para elas entenderem as regras ortográficas e, muito mais difícil saberem identificar as letras pelos sons. Outras vezes elas até sabem a regra, mas compreendem de outra forma”, explica o fonoaudiólogo. Para Zorzi, o aprendizado começa quando a criança começa a ter dúvidas. “Quem não aprende não tem dúvidas. O aprendiz é quem tem dúvidas. Aí começam os questionamentos: casa se escreve com esse ou com Zê?”, explica

JAIME ZORZI FALOU PARA OS PROFESSORES MUNICIPAIS
PROFESSORES ATENTOS NA TESES DO DOUTOR ZORZI

GLORINHA/RS: FÓRUM DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL

Fórum se reúne em Glorinha
para tratar da merenda escolar


Neste ano, o tema do debate do Fórum Regional de Desenvolvimento Rural Sustentável foi o PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar – Lei federal de 11.947/2009. O município de Glorinha sediou o encontro que reuniu os nove municípios que abrangem a Região Metropolitana e Delta do Jacuí.
A primeira palestra foi proferida pelo coordenador da Agricultura Familiar da Ufrgs e supervisor do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecane), Lecian Gilberto Conrad. O palestrante abordou as diretrizes do PNAE, avanços e mudanças da legislação, diferentes formas de gestão do programa, execução de compra de alimentos e reflexão sobre as dificuldades e desafios do Cecane, adaptando a lei aos municípios.
Após, o gerente técnico adjunto da Emater/RS-Ascar, Renato Cougo, falou aos presentes sobre agroindustrialização de alimentos para o mercado institucional. Também discutiu políticas públicas para a agroindústria nas propriedades rurais, através da comercialização do PNAE e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Com visão na melhoria da qualidade de vida, através da valorização do saber popular e agregação de novos conhecimentos mediante processos educativos, o fórum tem como proposta ser referência no desenvolvimento regional sustentável dos nove municípios. Participaram do evento os secretários de agricultura e de educação dos municípios.
De acordo com o secretário de Agricultura e Abastecimento de Viamão, Geraldo Oliveira, a maioria dos municípios está com dificuldade em adquirir alimentos orgânicos diretamente dos produtores. “A solução é os produtores se organizarem em cooperativas ou associações para poder vender ao poder público e preverem uma logística para a entrega dos produtos”, conclui Oliveira.

VIAMÃO: PSDB SE MOBILIZA PARA AS ELEIÇÕES EM 2012

A inauguração da Sede do PSDB de Viamão marcou a MOBILIZAÇÃO dos filiadfos para vencer as próximas eleições no município.
A sede do PSDB fica na RS 040, bairro Jardim Krahe, esquina com a Avenida Bento Gonçalves.

O PSDB é presidido pelo professor Valdir Bonatto que também já foi vereador pelo Partido dos Trabalhadores nos idos dos anos 80/90.
No seu discursso autêntico disse que não existe mais espaço para divergências pessoais, o modo de fazer política evolui em todos os sentidos e se quisermos que o nosso município encontre o caminho do desenvolvimento, temos a obrigação de acompanhar esta evolução.
"Faço parte de um bloco de oposição e se eu for o escolhido para concorrer no ano que vem vou me dedicar de corpo e alma para escrever uma nova página na história de Viamão, unindo as forças políticas e as forças vivas da sociedade, sempre discutindo o progresso do município acima das questões partidárias" reafirmou.
Continuando explicou para os presentes que não sepropõe a discutir o passado na busca de culpados. "Entendo que cada um fez o que podia fazer. Tenho convicção que Viamão pode mais. Que Viamão tem mais potencial e mais capacidade de retorno para dar aos munícipes. Os estudos mostram que Viamão é “a bola da vez”. Basta olhar um pouco ao redor. Temos extensão territorial, temos belezas naturais, história e assim por diante", argumentou.
"Estou me propondo a liderar um grupo de trabalho voltado a alavancar um projeto de desenvolvimento com determinação. Viamão precisa deixar de ser uma cidade dormitório, precisamos pensar, planejar e agir grande na busca da geração de emprego e renda. Por isso, entendo – e fui convencido por um grupo de pessoas – de que alguém tem que fazer esta frente, alguém tem que assumir este projeto, alguém da área empresarial precisa assumir as rédeas e eu estou disposto a ser esta pessoa", concluiu.
Valdir Bonatto


MOMENTOS DE DESCONTRAÇÃO NA SEDE DO PSDB VIAMÃO


REFERÊNCIA:
Claro Motta

VIAMÃO: AGERGS ASSINA CONVÊNIO COM PREFEITURA

Agergs assina convênio
com a Prefeitura de Viamão



PREFEITO ALEX (PT), DIRETOR DA AGERGS, SECRETÁRIO DO PLANEJAMENTO, SELAU E GROSS

O presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs), Edmundo Fernandes da Silva, esteve no gabinete do prefeito Alex Boscaini na manhã desta quarta-feira (20) para encaminhar um convênio para intermediação do contrato da prefeitura com a Corsan.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ronaldo Selau, ficou encarregado de encaminhar o projeto de lei, apresentado pela Agergs, para análise da procuradoria geral do município e, posteriormente, ser aprovado pela Câmara de Vereadores do município.
De acordo com Selau, a Agergs vai intermediar a relação entre a Prefeitura e a Corsan, e gerenciar o contrato de prestação de serviços realizados pela mesma.
Segundo Boscaini, o convênio visa regular os serviços públicos de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário. “Este convênio vai melhorar a relação entre o governo e a empresa prestadora de serviços de saneamento no município”, disse o prefeito.
"O povo está esperando melhorar essa relação, pois do jeito que está não tem como, pois a Corsan abre os buracos e depois leva um tempão para refazer o pavimento", relatou Vilson Arruda Filho, colunista político do Jornal Sexta

REFERÊNCIA:
Prefeitura Municipal de Viamão/RS

VIAMÃO: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES - 28ª CRE/SEC

FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES


PROFESSORES DA REDE ESTADUAL PARTICIPAM DE PALESTRA EM VIAMÃO
Enquanto, os alunos da cidade de Viamão estão em férias os professores, especialistas e funcionários de escola da rede estadual de ensino estão participando do curso de formação continuada de docentes no âmbito escolar de 19 a 22 de julho. O projeto é organizado pela 28ª Coordenadoria Estadual de Educação – CRE.
O tema deste ano é sobre a “DIVERSIDADE E CIDADANIA NA EDUCAÇÃO: ESCOLA COM QUALIDADE SOCIAL”, que tem o objetivo de dialogar sobre a educação com qualidade social contemplando a diversidade no seu contexto pedagógico e planetário.
Promover uma educação que leve em conta as boas práticas dos professores e que se transformem em instrumento de formação e, ao mesmo tempo, de pesquisa da própria prática que os professores sejam o centro e o núcleo da mudança.
Na quinta-feira, 21, às 14 horas cerca de 1.200 trabalhadores em educação reuniam-se no Salão de Atos da Escola Marista para assistir a palestra com o Professor e Doutor Jaime Zitkoski.
O doutor em educação explica que as pessoas se acomodam nas suas zonas de conforto e passam a ter ações não conscientes e do mesmo modo incosciente no dia a dia do trabalho. "Para que ocorra a plenitude da aprendizagem tem que haver uma interação entre professor e aluno", explica.
A coordenadora da CRE, Rose Freitas, disse que é importante esses momentos de reflexão para os professores fazerem uma retomada pedagógica, onde se discute a ética e os valores sociais do cidadão.
O professor Vilson Antonio Arruda, Escola Estadual Técnica de Agricultura - ETA, entende que a formação continuada oportuniza a discussão sobre os novos rumos da docência, bem como as formas de avaliação, a interação entre professores e alunos, bem como a forma de organização das competências que cada disciplina propõe ao trabalhar no âmbito escolar.

terça-feira, 19 de julho de 2011

JORNADA PEDAGÓGICA 2011 NA ESCOLA TÉCNICA DE AGRICULTURA DE VIAMÃO - ETA

A equipe diretiva da Escola Estadual Técnica de Agricultura de Viamão - ETA - realizou o segundo dia da Jornada Pedagógica conforme exigência da Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul.
Na terça-feira, 19, no turno da manhã os professores ouviram na palestra do psicólogo Jonas  A. dos Santos, que falou sobre as relações humanas no contexto escolar: desafios e alternativas na construção da unidade entre as pessoas.
No período da tarde o conferencista foi o professor Mário Sá que abordou o seguinte tema: "Atitude e competência na educação".
Na visão dos palestrantes educar é construir pontes. É pegar pela mão e dialogar com as pessoas.


PROFESSOR TAFAREL E NO FUNDO O PROFESSOR ARRUDA

PROFESSORAS CONCEIÇÃO E FABIANE PAGANDO MICO

PROFESSORES ATENTO AO PALESTRANTE MÁRIO SÁ

PROFESSOR ARRUDA, FUNCIONÁRIO MENDES E O PALESTRANTE MÁRIO SÁ

segunda-feira, 18 de julho de 2011

VIAMÃO: CONGRESSO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA - 2011


CONGRESSO DE EDUCAÇÃO
CONTINUADA EM VIAMÃO

PALESTRANTE: JORGE TREVISOL (RS) PSICÓLOGO NA PUC

VILSON PAIM:  ARTISTA ABRILHANTOU O CONGRESSO


Congresso sobre Formação continuada
de Professores começou nesta segunda, em Viamão

Texto: Tamires Fonseca
Fotos: Markus Vargas

Com o lema “Repensando práticas pedagógicas na escola”, iniciou, nesta segunda-feira (18), o Congresso sobre Formação Continuada de Professores, reunindo cerca de mil pessoas durante todo o dia no centro de eventos Marista Graças. O evento é uma iniciativa da Prefeitura de Viamão, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e viabiliza a capacitação dos funcionários da rede municipal de ensino.
A abertura do evento iniciou com o brilhantismo do compositor e  músico nativista Vilson Paim.
Para o secretário de Educação, Gilnei Leite, a proposta do encontro gira em torno da ideia de que os educadores devem ter uma formação permanente, não com apenas um curso, mas com vários que explorem a alma do seu ser e ao mesmo tempo o intelectual do mesmo. “Queremos envolver nossos profissionais com a aprendizagem, e disponibilizar a eles uma informação de qualidade e com fácil acesso”, completa.
As palestras, tanto da manhã quanto da tarde, foram ministradas pelo doutor em Ciência da Educação, mestre em Psicologia e Teologia da Espiritualidade, além de outras habilitações, Jorge Trevisol (PUC), que falou sobre educação, afeto e espiritualidade. Segundo ele, o professor tem que se conhecer para conhecer o outro. “Uma das razões de o ser humano passar pela terra, é para se revelar e ao mesmo tempo se autoperceber. Dentro da educação tudo isso é fundamental, pois ela poderia ser chamada de arte do despertar a alma diferente que há em cada um”, acrescenta. Fez referência sobre o desconforto do ser humano no âmbito do trabalho na empresa.
Na ocasião, os presentes degustaram um coquetel ao som de músicas tradicionalistas, em um momento cultural. Em referência aos próximos quatro dias de congresso, o cronograma será bem diversificado, contando com palestras existenciais e técnicas, até oficinas de aprendizagem nas próprias escolas.
Também esteve presente no evento Rose Freitas, coordenadora da 28ª Coordenadoria Regional de Educação, que compôs a mesa de cerimônia o secretário de Educação, Gilnei Leite, o diretor-geral de Educação, Belini Romanzini, e o representante da produtora Futuro Eventos, Marcos Goerdartmelo.

REFERÊNCIA:
ASSESSORIA DE IMPRENSA PREFEITURA DE VIAMÃO

IPE/RS: FUNDOPREV 2011 - LEI PREVIDENCIÁRIA DO RIO GRANDE DO SUL -

Companheiras(os) professoras(es)


Na plena legitimidade de sua representação sindical, o CPERS tem se oposto a medidas tomadas pelo Governo do Estado e aprovadas pela Assembleia Legislativa. A firmeza nas posições e a eventual dureza no combate são qualidades do Sindicato, reconhecidas por nós, vários dos quais, professores de carreira.
Esses embates, entretanto, precisam ser balizados pela verdade e pela confiança, principalmente por envolver, de parte a parte, colegas e companheiros. Com esse histórico, desejamos continuar esse debate com a direção do CPERS/ Sindicato, a propósito do conteúdo do último número do jornal Sineta (julho de 2011). Há ali imprecisões de informação, que falseiam os fatos e distorcem o debate. Reproduzimos, entre aspas, afirmações incorretas publicadas no Sineta. Logo abaixo, segue o que consideramos correções:
Não é verdade. Não entra um único centavo no caixa do Governo. Ao contrário, o que se fez foi construir as condições para reduzir a quantidade de dinheiro que o Governo precisa por para cobrir o déficit da previdência, que a estava inviabilizando. O déficit acumulado até este ano passa de R$ 5,5 bilhões e se previa que em 2015 chegaria a R$ 6,2 bilhões. O regime atual só se sustenta com recursos orçamentários do Estado e não por previsibilidade atuarial das contribuições.
Não é justo, nem defensável, que sindicatos que se organizam para defender interesses comuns dos trabalhadores e lutam por princípios de solidariedade, aceitem e defendam o regime atual.
Depois de termos administrado prefeituras, estados e o país e estarmos na Assembleia Legislativa desde 1987, é muito estranho que o PT seja acusado de atacar os professores.
Os companheiros que hoje estão no Governo do Estado e na Assembleia Legislativa são conhecidos do magistério. Nunca deixamos de estar do mesmo lado que a categoria em todas as lutas. A bancada do PT na Assembleia jamais defendeu ou aprovou qualquer medida adotada por quem quer que fosse, contra o magistério – que o digam os governos Rigotto e Yeda. É infamante dizer que os petistas atacam os servidores. Não há base na realidade para essa afirmação.
Ao não distinguir o atual governo dos anteriores, ao não reconhecer a diferença entre partidos que sempre estiveram ao lado dos servidores daqueles que sempre praticaram arrocho salarial e repressão policial, os dirigentes sindicais que nos atacaram e ofenderam cometem um profundo desserviço à formação política de suas categorias profissionais.
Essa informação está errada. 81% dos servidores não terão aumento de alíquotas. Somente terão aumento na contribuição para a previdência os servidores que ganham acima de R$ 3.689,66. Isto é, somente para 19% dos servidores – aqueles com salários mais altos – haverá mudança:

1) para quem ganha até o teto do regime geral da Previdência (R$ 3.689,66) não haverá nenhuma alteração na contribuição: 81% dos servidores continuarão pagando os mesmos 11% de hoje;

2) para os vencimentos entre R$ 3.689,66 e R$ 7.379,32 a aplicação do redutor fará com que a contribuição fique entre 11,01% e 12,50% sobre a parcela que ultrapassar o teto do regime geral da Previdência (R$ 3.689,66); 3) para quem ganha acima de R$ 7.379,32 (o dobro do teto da Previdência) não haverá redutores e a contribuição será de 14% sobre o vencimento.

Os atuais servidores contribuirão na proporção indicada acima e o Estado complementará os valores necessários à sustentação do sistema previdenciário. O Estado é o garantidor.
Os servidores que ingressarem no serviço público estadual a partir de agora irão contribuir com 11% dos seus vencimentos para o Fundoprev. O Estado irá contribuir na mesma proporção. Os recursos serão aplicados para assegurar o pagamento dos benefícios no momento da aposentadoria.
Destaque-se que os recursos do Fundoprev somente podem ser depositados em conta exclusiva, em banco público, sendo proibido o seu lançamento no SIAC (caixa único do Estado). Isso impede o desvio do fundo para outros fins e assegura que o dinheiro da previdência será utilizado somente para pagar os benefícios dos servidores. Além disso, a gestão do fundo será feita pelo IPE, com o acompanhamento de um comitê de investimento, composto de forma paritária por representantes dos servidores e do governo. Em qualquer hipótese, as operações são garantidas pelo Estado. Tudo isso caracteriza justamente o oposto da privatização da previdência. Desde sempre nosso compromisso é com o sistema público de previdência.
Ao contrário, o Governo pagará mais RPVs. O governo Tarso destinará R$ 2,88 bilhões para o pagamento de precatórios e RPVs nos próximos quatro anos. O montante é mais do que o dobro do que foi gasto no governo passado. Neste ano serão R$ 326 milhões só para as RPVs. É mais do que todo o investimento do Estado no primeiro semestre.
Prazos menores para receber e correção de valores em casos de atraso. O prazo legal para que o Estado pagasse as RPVs era de dois meses. No entanto, o credor vinha esperando mais de um ano para receber. Agora o prazo será de 30 dias para o pagamento de valores de até sete salários mínimos e de 180 dias para montantes maiores. Em ambos os casos, os valores serão corrigidos pela inflação, se o Estado deixar de cumprir o que estabelece a lei.
O que mais fizemos foi debater. Esse projeto foi discutido com os sindicatos dos servidores, com a CUT e com a sociedade e esteve em pauta, inclusive nos meios de comunicação, por quase dois meses. Mas é um tema ainda mais antigo no partido.
Com a presidente do CPERS fizemos um debate ainda mais intenso. A CUT organizou um encontro em sua sede, entre o movimento sindical e o governo. Organizamos outros dois debates entre a presidente do CPERS e outros líderes sindicais, o governo, a direção do PT e a bancada estadual. Em todos eles se debateu intensamente os motivos e o alcance da reforma.
Em todos eles repetimos que o objetivo é assegurar a manutenção da previdência pública. É do interesse dos menores salários que a previdência estadual não “quebre”. Não é justo permitir que a previdência pública seja inviabilizada em nome da defesa do status dos maiores salários. Os interesses dos servidores de menores salários, como professores e brigadianos – que não serão em nada prejudicados – estão plenamente protegidos pela reforma aprovada. Os que criticaram o projeto do governo Tarso não apresentaram nenhuma alternativa, nenhuma proposta nova, capaz de salvar a situação da previdência. Apenas a rejeição ao projeto e a defesa de um regime previdenciário carregado de privilégios e vantagens para poucos e sustentado com orçamento público, que é de e para toda a sociedade.

17/07/2011

VIAMÃO: GRUPO DE GESTÃO MUNICIPAL E ESTADUAL FAZEM REUNIÃO EM POA PARA AGILIZAR OBRAS

 Secretário de Gestão participa de reunião
no Governo do Estado para agilizar
obras no município de Viamão/RS



Texto e fotos: Beatriz Tavares

Indicados pelo prefeito Alex Boscaini para participar do grupo de trabalho designado pelo governador Tarso Genro para cuidar dos assuntos relacionados à Carta de Compensação dos municípios de Viamão e Alvorada, o secretário de Gestão e Relações Institucionais, Robinson Duarte, e o assessor de Gabinete, Ricardo Gross, juntamente com o vice-prefeito de Alvorada, Geovani Garcia, e o engenheiro da Secretaria de Obras e Viação, Rogério Negreiros, participaram na tarde de terça-feira (5/06) de uma reunião na Câmara Temática do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Centro Administrativo. O coordenador do encontro foi o secretário-geral do governo, deputado Estilac Xavier.
Cada secretaria envolvida no processo colocou os investimentos previstos no Plano Microrregional de Desenvolvimento. Na área da saúde, ficou praticamente definida a construção de um hospital regional, com recursos do governo federal. Também foi colocada a possibilidade de construção de uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), na região Metropolitana. Quanto à segurança pública, o secretário Robinson Duarte sugeriu que junto à Delegacia da Mulher, seja instalada uma Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA), pois hoje os flagrantes são feitos em Alvorada.
Há previsão de investimento de cerca de R$ 26 milhões na ERS 040, da parada 31 à parada 57. Todos os retornos serão reconstruídos e a sinalização semafórica receberá atenção especial. O trecho da ERS 040 até a Escola Técnica de Agricultura (ETA) deverá ser duplicado. Há previsão de construção de um viaduto na ERS 040 com ERS 118. Para o asfaltamento da estrada Viamão/Lami, cerca de 19 km, o valor investido será de R$ 13 milhões. Já para a estrada Lami/Itapuã, em torno de 2 km, serão investidos R$ 2 milhões.
Também consta no plano de desenvolvimento, a distribuição do gás. A linha tronco Alvorada/Viamão, até a Ambev, em torno de 40 km, será contemplada com cerca de R$ 25 milhões. As negociações com a Ambev já estão em andamento. Também foi discutida a energia elétrica, com a previsão de ampliação, já no primeiro trimestre de 2012 da subestação 2 e, para 2013, ampliação da subestação 3, em Águas Claras.
Quanto ao Distrito Industrial Alvorada/Viamão, para a primeira etapa está faltando a Licença de Operação. A segunda etapa, denominada área industrial, já se encontra em processo de instalação de mais duas empresas de grande porte. Na área da educação, já tem projeto para reforma das 32 escolas estaduais do município e ampliação da ETA. Também deverão ser oferecidos aos professores da rede estadual cursos de graduação.
Shopping Center precisa de solução urgente
Robinson Duarte cobrou, ainda, uma solução urgente para a construção do shopping center, que vai gerar 2 mil empregos diretos. Para resolver o impasse, vai ser marcada imediatamente uma reunião com a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado e o Daer, para discutir as alternativas possíveis para que o empreendimento saia logo do papel.
O secretário Robinson Duarte se mostrou satisfeito com a agilidade do governo do Estado, que demonstrou preocupação em ajudar a resolver os problemas que emperram o desenvolvimento social e econômico das cidades de Alvorada e Viamão. Uma nova reunião já ficou agendada para o dia 19 de julho, às 15 horas.

ESCOLA ESTADUAL GUARAMANO COMPLETA 105 ANOS - GUARANI DAS MISSÕES/RS/BR

ESCOLA GUARAMANO COMPLETA 105 ANOS
Dando continuidade no roteiro de palestras nas Escolas Técnicas do Rio Grande do Sul, no dia 06/07/2011 o Vice Presidente do SINTARGS e Conselheiro do CREA/RS Téc. Agr. Luiz Nelmo de Menezes Vargas, proferiu palestra com o tema ''Sistema CONFEA/CREA e Legislação Profissional” na Escola Técnica Estadual Guaramano de Guarani das Missões.
A escola, que neste mês completou 105 anos, tem como diretora a Prof. Méri Terezinha Cichocki Marmilicz. Na oportunidade participaram 105 alunos dos cursos Pós Médio e do 3º ano do curso em Agropecuária e professores.
O objetivo das palestras é preparar os alunos dos Cursos Técnicos no sentido de conhecerem a Legislação Profissional da Categoria, bem como o Sistema CONFEA/CREA, no qual os profissionais terão que estarem registrados para exercerem a profissão quando forem para o mercado de trabalho.

SINTARGS

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sintargs@terra.com.br

VIAMÃO: PROGRAMA POMAR DOMÉSTICO - COMPRA COLETIVA

Seagri entrega mudas do programa Pomar Doméstico




Texto e fotos: Natália Maciel

A partir desta quarta-feira (13), a Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Seagri) está realizando a entrega das mais de duas mil mudas adquiridas na Compra Coletiva.
Esse número corresponde ao dobro do que foi comprado no ano passado. A ação, que faz parte do Programa Pomar Doméstico, iniciou no dia 2 de maio.
De acordo com o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Oliveira, o objetivo do programa é estimular o consumo de frutas por meio de pomares domésticos. “A compra coletiva de frutíferas e árvores nativas facilitou a aquisição de plantas de boa qualidade e baixo custo pela população. Além disso, auxiliou na preservação do meio ambiente, melhorando a qualidade de vida”, afirmou.
A população pode adquirir, por meio da Compra Coletiva, as seguintes mudas: videiras comuns; viníferas; videiras de mesa; figueiros; nectarinas; limoeiros; laranjeiras; caquizeiros; pereiras; marmeleiros; pessegueiros; bergamoteiras; roseiras; flores; árvores para sombra e nativas; e diversos.
A entrega das mudas está sendo feita na Granja Municipal, no Centro Administrativo Regional (CAR) de Itapuã e no CAR de Águas Claras.

REFERÊNCIA:
pREFEITURA MUNICIPAL DE VIAMÃO

domingo, 17 de julho de 2011

VIAMÃO:´PARQUE DE ITAPUÃ COM VENDA DE INGRESSOS ANTECIPADOS

Reunião discute venda antecipada
 de ingressos para o Parque Itapuã


Texto: Natália Maciel
Fotos: Markus Vargas


(ESQUERDA): MANCIO, ROBSON, ...HÉLIO CORBELINI, GROSS, MAURICIO SCHELER

O secretário de Gestão e Relações Institucionais, Robinson Duarte, e o assessor do Gabinete do Prefeito, Ricardo Gross, participaram, nesta quarta-feira (13), de reunião realizada na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).
O tema discutido foi a criação de um convênio com a secretaria para a venda antecipada de ingressos para o Parque Estadual de Itapuã.
O tema é um desdobramento de um dos pontos que constam na Carta de Compensação realizada entre os municípios de Viamão e Alvorada, em março deste ano. Na ocasião, o secretário Robinson Duarte propôs um convênio entre o município e a Sema para a venda de ingressos antecipados. “É uma medida necessária, pois atualmente os ingressos são vendidos apenas no dia e no local. Isso dificulta a aquisição, pois a população não tem garantia de lazer e correm o risco de irem até o local e as entradas já estarem esgotadas”, afirmou.
De acordo com o secretário de Gestão, o Parque de Itapuã é um grande instrumento de turismo e o convênio potencializará a região. “Um fator importante é que queremos ser uma das cidades subsedes da Copa do Mundo de 2014. O Parque de Itapuã será mais um atrativo para trazermos turistas e uma seleção para cá. Por isso é necessário que haja venda antecipada de ingressos”, explicou Robinson.
A Secretaria Estadual do meio Ambiente (Sema) aceitou a proposta do município e o próximo passo é enviar uma solicitação de elaboração do convênio.
Na reunião, estavam presentes o secretário adjunto da Sema, Hélio Corbellini, o gestor do Parque Estadual de Itapuã, Carlos Alberto Mancio, o chefe da Divisão de Unidades de Conservação (DUC), Maurício Scherer, e o assessor superior do Governo, Rodrigo Oliveira.

RESENHA DO LIVRO "SABER PENSAR" - PEDRO DEMO

RESENHA

LIVRO: “SABER PENSAR”

Referência:
DEMO, Pedro. Saber pensar. São Paulo: Cortez, 2000. 159 p.

O escritor catarinense Pedro Demo tem formação básica em teologia, filosofia e doutorado em sociologia pela Universidade de Saarbrucken, na Alemanha. Professor titular da Universidade de Brasília tem atuação acadêmica destacada na política social e na metodologia científica brasileira. Atualmente, dedica-se principalmente, a educação contemplada sob a ótica do desenvolvimento pessoal. É reconhecido conferencista educacional e publicou mais de trinta livros, dentre eles, pela Editora Vozes, Conhecimento Moderno, 1997; Petropólis, RJ: Desafios Modernos da Educação, 6ª ed., 1997; A obra “Saber Pensar” se divide em duas partes:
A primeira parte do estudo está voltada para os componentes do Saber Pensar, com uma série de sete tópicos distintos e relatados até a página 81;
A segunda parte, com o título “Reconstruir Ciência”, aborda diferentes tópicos e termina na página 143.
O prefácio escrito por Paulo Roberto Padilha apresenta um texto deixando bem claro que Pedro Demo propõe aos leitores caminhos a trilhar capaz de superar a arrogância perante um falso conhecimento e o despreparo para tratarmos não só com a informação, mas com a formação e o próprio conhecimento (p. 13). Ele informa que o autor “é contra o fato de estarmos sempre servindo ‘café requentado' na educação” (p. 15).
Na introdução deparamos com o conceito de “saber pensar” que não se resume ao singelo pensamento, mas também como mecanismo de a tudo intervir. Trata-se de “teoria e a prática, e vice-versa”, não se limita a fazer por fazer, mas busca compreender o motivo e o como fazer (p. 17). Com a consciente alerta de que “discutir o saber pensar inclui contradição inerente”, pois tem como ponto de partida a autonomia do pensar, incompatível com a tentativa de querer ensinar. “O saber pensar precisa de orientação” (p.18). “O autor também ressalta que o conhecimento tem limites e o ser humano não é capaz de ter conhecimento de tudo, pois não há biblioteca ambulante na cabeça dos indivíduos” (p. 19).
Nesta primeira parte o autor aborda de forma explicativa os componentes do Saber Pensar, pelo qual resumimos a seguir:
1- Pensar é o primeiro dos Componentes do Saber Pensar. O autor passa a “ideia da compreensão” da fala e do agir. “Compreender é questão de lógica”, mas, desta, o que mais interessa não é o expresso e sim o que está nas entrelinhas, pois “para compreender é necessário também sacar o que não se diz no silêncio, a entonação e o meneio” (p. 23). É preciso ocorrer entre professor e aluno a construção social da autonomia.
O autor Pedro Demo que se compreende melhor o que está mais bem ordenado, mas sob a nossa lógica própria, arrumado do nosso jeito. A lógica que normalmente é vista pelo lado da dedução, a imposição da conclusão face à premissa geral; mas que também se orienta pelo caminho inverso, o da probabilidade da regra geral face à constatação das particularidades, ou seja, a indução. E adverte que se o problema da dedução é a certeza ou não da premissa maior, na indução os fatos representam o problema, dado que nem sempre tudo é óbvio ou leva à regra geral verdadeira (página 24 a 25).
Não obstante, a lógica tem sua função, como eliminação de contradição e a sistematicidade do fluido do raciocínio, ela não é tudo, “quer dizer, a relação humana também conta, por vezes mais que a lógica”, dado que esta é procedimento, “é forma, não conteúdo”, e no mundo real, regra geral, mais vale o consenso que a lógica (p. 29). Viver precisa de “bom senso”, traduz que não conta só a lógica, mas também a experiência, a vivência e a sensibilidade do indivíduo (página 30).
Depois desta abordagem eu (Vilson Arruda) acredito que o pensar está relacionado à compreensão do que se diz e se faz na prática. Devemos saber pensar!!! Chamamos de indução o raciocínio de fatos particulares que se tira uma conclusão genérica. A lógica é método que permite distinguir raciocínios válidos de outros não válidos. O bom senso é a capacidade de avaliar as situações complicadas e achar uma solução adequada para cada situação ou acontecimentos (fatos).
2- Lógica e Jeito: é o segundo componente do Saber Pensar. Neste ponto Demo defende a tese de que “não somos seres propriamente racionais. Somos sobre tudo emotivos”. Se há horas em que a emoção impede o raciocínio, noutras vezes o torna muito mais “vivo, colorido, vibrante”, pois se a vida, em vez de complexa, fosse binária, seríamos máquina, não seres humanos (página 31).
O autor acredita que é impossível estudar algo sem interpretar, pois “somos sujeitos (pessoas), e não objetos; entidades subjetivas, hermenêuticas”. (página 37)
Após, ler e interpretar este componente, concluo que apesar de nós ter ideias é preciso ter jeito para pensar. Aqui está em jogo a variedade de facetas relevantes no bom jogo do saber pensar, a começar pelo reconhecimento de que não somos seres propriamente racionais, mas muito emotivos, pois temos espírito e alma.
3- Arte de Argumentar é o terceiro componente do Saber Pensar. A Arte de Argumentar pode resumidamente, ser definida como ciência, desde que se ultrapasse a tentação de reduzir a realidade àquilo que o método consegue captar, a redução a uma quantificação. Dado que nada é evidente e, é inevitável a necessidade da fundamentação, circunstância que confere à ciência e a sua natureza polêmica. O que “supõe dois horizontes entrelaçados” (página 39):
O discurso científico necessita de textura lógica e sistematicidade, pois só é possível discutir adequadamente o que se mostra “bem-feito cientificamente falando”; A sua extensão é limitada, uma vez que a interpretação recai sobre a realidade sob um determinado ponto de vista (p. 40).
“Estamos diante de fenômeno epistemológico que significa, ao mesmo tempo, limite e potencialidade”. Limite porque todo discurso científico tem seus métodos próprios, funda-se sobre si mesmo, não é certeza para todos e “toda argumentação é, em si mesma, convite à contra-argumentação” (p. 40). Potencialidade porque é um processo infinito de renovação própria, “reconhecendo que nada se pode, a rigor, provar, mas fundadamente reconstruir”, e por isto “toda nova teoria conclama outras que a possam superar, em nome de realidade que nunca vemos de todo” (p. 41).
No fundo, toda fundamentação interpretativa carece de um pré-conhecimento, já que não se pode produzir nenhum argumento final sem esse componente. Deste modo, toda crítica, para ser coerente precisa de autocrítica, reconhecer limites na própria argumentação (p. 41-42). Ciente de que a ideia de “consciência autocrítica” deve estar atrelada a duas atividades:

a) “exercício irrestrito da crítica, colocando a realidade acima de qualquer teoria”, devendo ser sistemática, implacável e não admitir censura;

b) “exercício modesto da crítica”, pois tem consciência que apontar erros é também neles recair e estar, assim, aberto a novas críticas (p. 42).
Seguindo Habermas, Demo explica que o processo de argumentar leva em consideração duas referências:
A primeira referência é a lógica, já que todo argumento científico válido exige sistematicidade, tessitura lógica e perfuração analítica;
A segunda referência é política, dado que a validade sempre implica reconhecer a relatividade do tempo histórico (p. 43-44).
A ciência não se constrói só com a lógica, mas não se reduz à política, transformando-se em ideologia somente. “Discurso científico é aquele no qual predomina a argumentação, estando mais a serviço de desvendar a realidade do que vendê-la para adeptos”. Entretanto, apesar de ultrapassar o senso comum, também incorpora elementos do senso comum. Em síntese, a verdade “formalmente falando, precisa de sustentação lógica. Politicamente falando, precisa de consenso” (p. 44). A arte de argumentar reconhece que o ser humano e a sociedade não operam exclusivamente pela lógica (p. 45).
Neste componente aprendi que a arte de argumentar considera que o ser humano e a sociedade em que vivemos não funcionam apenas pela lógica. Uma boa argumentação busca analisar a realidade, não perdendo de vista quem pretende comunicar, entender-se e convencer.
4- Saber Aprender, o quarto item trata do recusar a reprodução, “é fazer-se oportunidade” e assim “é fenômeno sempre reconstrutivo e político” (página 47).
A aprendizagem é ato reconstrutivo porque é essencialmente aprender o aprendido, em processo que traduz (hermenêutico) parte do que já sabíamos, cuja marca principal é a “dinâmica conexionista” (p. 49-50). Mas é também fenômeno político porque é relação inseparável entre o objeto e o sujeito que interpreta e interage (p. 50).
5- Saber Cuidar, cujo significado consiste na visão de que conhecer é não só capacidade de compreender, mas também de conviver com ela, torná-la como medida de sobrevivência, “reconhecê-la como maior que nós” (p. 55). Pois fazemos parte da realidade e, de certo modo, estudar a realidade é estudar a nós mesmos, nossa natureza, nosso funcionamento, nosso interior e nossos desejos (p. 56).
6- Saber Inovar, o que inclui a capacidade de entender a sociedade, caracterizada, hoje, por profundas inovações, por força do progresso científico e tecnológico. Se bem que não adianta “inovar por inovar” (p. 63). Às vezes é preciso ir mais devagar, pois se pode concluir com Glaxton que “nossa lentidão é o preço da profundidade hermenêutica, da capacidade de estabelecer padrões complexos, de errar e corrigir, de ver mais longe e fundo” (p. 64).
Na era digital, Demo deixa um aviso importante ao professor: aquele que só reproduz conhecimento disponível é “peça de museu”, enquanto que o bom professor, o que sabe orientar, avaliar, motivar, continuará sempre essencial. “Não há computador que o possa substituir” (p. 67). Após fazer um relato breve sobre os aspectos negativos e positivos do mundo digital, o autor conclui, que “inovar já não é novidade. Saber inovar, entretanto, continua desafio mais novo que nunca” (p. 72). O professor deve estar atento para a qualificação constante. Aberto a inovação.
7- Saber Acreditar: o estudo dos componentes do Saber Pensar encerra com o Saber Acreditar porque na vida existem coisas que ultrapassam a visão metodológica da ciência (p. 73). O que não implica ignorância científica, o abandono do questionamento. Este é a “regra de ouro” da ciência, “mas, quando se trata da vida em sociedade, saber acreditar é componente não menos essencial”, porque é o que tece a confiança e a solidariedade. O que se define pelas contraprovas da própria ciência, uma vez que os paradigmas nada mais são do que “cristalizações sociais de teorias que passam a valer mais pela crença dos adeptos do que pelo questionamento” (página 80).
Assim, acredito que perante o racionalismo moderno, saber acreditar parece ser contraditório, pois a ciência mostraria a direção contrária da dúvida e do questionamento.
O conhecimento não reconhece limites, mas é tipicamente atividade limitada. Resumindo pode-se dizer que a ciência acredita em si mesma.
A segunda parte, Reconstruir Ciência, se refere a uma proposta “mais operativa”, em que o autor considera proveitoso discutir estratégias para a reconstrução do conhecimento, ressaltando a pesquisa como princípio educativo, buscando criar profissionais pesquisadores, pois o aluno precisa semear sua autonomia e ser capaz de elaborar sua própria história. Entretanto, tendo como idéia primeira a cidadania, para que todos possam ser senhores do seu próprio destino e trilhar por caminhos de solidariedade (p. 84).
Logo de início, Demo destrói o conceito de aprender como mero instrucionismo, mostrando que a melhor via para o conhecimento não está em "escutar aula", mas em pesquisar e reconstruir com mão própria, tendo o professor à tarefa de promover a pesquisa e elaboração própria (p. 85).
Estudar é ler autores, com base em elaboração própria, para se tornar também autor, mas é também "contra-ler", no significado de saber questionar o autor, interpretar os argumentos principais e reconstruí-los com mão própria (p. 87). O aluno que sabe pesquisar, diz Demo, aprende a aprender e valerá na sociedade futuramente; enquanto os outros ficarão à deriva. Na atual sociedade do conhecimento, aprender tornou-se direito humano fundamental, quase ao nível do direito à vida (p. 89).
O Aprender se tornou direito permanente, tanto para a integração no mercado, quanto, e principalmente, para o exercício pleno da cidadania (p. 90). Mas para que haja pesquisa, definida como "questionamento reconstrutivo", é preciso questionamento e reconstrução (p.43).
A argumentação correta é essencialmente questionamento, tendo duas etapas decisivas:

a) Primeiro lugar é necessário aprender os argumentos disponíveis nas teorias atuais;

b) Na segunda parte, é preciso transformá-los em argumentos próprios (p. 108). Sendo que não pode ser mera "cola" escondida sob o manto da autoridade alheia, mas o agir de que se propõe ocupar seu próprio espaço (páginas 108-109).
A crítica, cuja função é tipicamente desconstrutiva, ocupa papel central no processo
de argumentação, contudo, mantendo-se sempre elegante, sem deixar de desconstruir, evidenciando erros e impropriedades (página 110).
A obra nos ensina que "antes de inventar dados, é importante trabalhar a informação já disponível" (p. 123) e, não só, é preciso saber trabalhar criticamente os dados, mas estar consciente das diferenças entre o trabalho quantitativo e o qualitativo. Este último tipo de pesquisa é muito mais severo complexo (página 130).
O autor esclarece que a maneira interessante de iniciar a pesquisa é por intermédio da prática, pois "toda teoria precisa confrontar-se com a prática", valendo-se do mesmo o modo o inverso, voltar-se à teoria para que se possa revisar o conteúdo e, se possível, superá-la. A teoria tem as suas virtudes, mas é preciso cuidar-se para não cair em rotiina. Para tanto, necessário é "permanentemente, um banho de teoria crítica" (p. 131). Por seu lado, a prática tem a função exemplar de fazer da boa teoria a teoria da oportunidade, encontrando a prática renovada (p. 132).
No último tópico da segunda parte, ponto 8, retoma o autor a questão da evolução tecnológica, afirmando que na sociedade do conhecimento, a teleducação tem lugar marcado na educação, "para melhor e por vezes para pior". E talvez o maior problema é se tornar instrucionismo, muitas vezes um "telensino" em sala de aula que se resume em "enfeitar" (página 137). Entretanto, o certo é "a pesquisa, tanto em sua versão de princípio científico quanto na de princípio educativo, não prescindirá dos meios cibernéticos" (página 138). Não adiantando querer parar o curso da história, pois, "em vez de olhar apenas de longe e se contentar com os restos, cabe ocupar os espaços possíveis, primeiro como 'carona', e depois tomando o volante, onde for viável. Para humanizar o mundo cibernético, é preciso ocupá-lo" (página 143).
O escritor Pedro Demo conclui, com “A Construção Social da Autonomia”, que saber pensar como estratégia metodológica pode assegurar direções mais efetivas “e traduzir para as excluídas oportunidades mais palpáveis” (página145). Pois a maior miséria é a ignorância, uma vez que “para superar a fome não basta receber comida, mas é essencial ter condições de prover o próprio sustento já que ao pobre não se tem dado a chance de ser sujeito da sua própria história. (página 146).
Deste modo, Saber Pensar, na sua primeira parte, abarca fundamentos epistemológicos simples, mas essenciais para qualquer um que se queira aventurar pelos caminhos do saber. Trata-se de um “guia” que pode não só ajudar o aluno na sua caminha acadêmica de reconstrução do saber, como ao próprio professor, aquele sério, que tem como objetivo real o aprendizado dos seus discentes.
Apesar de ressaltar a dialética, talvez à sua influência, diga-se, habermasiano-marxista, não deixa de mostrar a função essencial da lógica, demonstrando que não pesca atum com a mesma vara que se pega uma tainha, pois, no fundo, tudo depende do que se quer apanhar na realidade. Também, nas linhas simples e claras, há verdadeiras lições para tanto para aqueles que se julgam donos do saber absoluto, como se tudo fosse permanente; quanto também para os “tímidos”, os que se refugiam sob o manto da autoridade do mestre e se recusa a esboçar qualquer sinal de crítica, com medo, sem saber que ousar conhecer é uma luta constante entre o perigo de sucumbir e o perigo de patinar na ignorância.









CONCLUSÃO DO RESENHISTA



Saber pensar faz parte do saber viver... Estamos sempre em reconstrução da autonomia... Precisamos ver os fatos com uma visão imparcial, desprovida de preconceitos, aceitando no novo e aprendendo com ele, não aceitando o fato de imediato, vivenciando com respeito algo que até aqui era desconhecido. Criticar com sabedoria... É preciso não se prender de forma tão fechada e rígida naquilo em que acreditamos... A inicial do saber é a prática. Não existe saber absoluto... É preciso meditar e refletir no novo com isenção, sem idéias preconcebidas. Todos os dias estamos aprendendo coisas novas... Superando a ignorância. Saber Pensar exige técnicas para pensá-lo, argumentar, inovar e cuidar nas conclusões finais dos acontecimentos observáveis de forma que seja racional, mas que também que tenha pitadas de emoção...

O professor moderno deve construir a sua aula elaborando um planejamento baseado em projetos de pesquisa dinâmica. A maneira interessante de iniciar a pesquisa é por intermédio da prática, pois "toda teoria precisa confrontar-se com a prática", valendo-se do mesmo o modo o inverso, voltar-se à teoria para que se possa revisar o conteúdo e, se possível, superá-la. A teoria tem as suas virtudes, mas é preciso cuidar-se para não cair em rotiina. Para tanto, é necessário "permanentemente, um banho de teoria crítica".

REFERÊNCIAS:
DEMO, Pedro. Saber pensar. 3.ed. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2002. 159p. ((Guia da escola cidadã;v. 6)) ISBN 8524907622 (broch.)

Web:
http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0035.asp
Acesso em: 03de junho 2011

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