terça-feira, 2 de agosto de 2011

VIAMÃO: LAGO TARUMÃ ESTÁ MORRENDO E PEIXES AGONIZAM

O descaso das autoridades está
matando o Lago Tarumã, rara beleza
ecológica no centro da cidade de Viamão.

O prefeito Alex Boscaini (PT) não faz
nada para socorrer o manancial rico
em flora e fauna.

 LAGO TARUMÃ (AM)  ano 2009 - Foto Divulgação









Texto e fotos: Vilson Arruda Filho

Será que assistiremos em breve o funeral do Lago Tarumã?
O mais lindo cartão postal de Viamão, com rara beleza, localizado no centro da cidade, está na UTI.
O falecido jornalista Cândido Norberto amava este Lago, pois tinha uma morada na frente deste santuário ecológio. Quando trabalhava na Rádio Gaúcha tinha um comentário no Programa Chamada Geral e iniciava o contário, mais ou menos assim: "Direto do Santuário do Lago Tarumã em Viamão, inicio falando de.....".
Através de denúncias de moradores do entorno do Lago Tarumã fomos ao local e constatamos um impacto ambiental de grandes proporções. Nossa reportagem observou centenas de peixes mortos e, outros tantos, por entre uma espuma de cor amarelada, agonizando por asfixia. No local um cheiro fétido de peixe morto se espalha no ar. O manancial está comprometido devido ao acúmulo de lixo que são depositados nas nascentes e pelo esgoto a céu aberto que sai de algumas casas, e escorre pelo leito da rua João Dias, e desaguá dentro do Lago. Por entre a mata encontramos muito lixo esparramado, garrafas plásticas, descartes de móveis como sofás, eletro domésticos e carcaças de animais mortos.
A flora e a fauna do Vale do Tarumã está sofrendo com a depredação ambiental. Está pedindo socorro para as autoridades, mas os interesses do prefeito Alex Boscaini (PT) está mais voltado para os “mamadores” da composição política do seu governo e, por hora, não se preocupa em elaborar um programa ambiental de curto prazo, para preservar as áreas de reservas naturais no município. O santuário ecológico do lago é um refúgio de aves e de animais silvestres que convivem com a modernidade. “A falta de um projeto ambiental sustentável para o Lixão, no Passo do Morrinho e para a preservação do Lago é um exemplo do descaso do prefeito Alex com o meio ambiente”, avaliou o vereador Romer Guex (PSOL).
O caseiro Nery de Oliveira, 48 anos, disse que a quantidade de cadáveres de animais descartados na margem são oferendas religiosas. “O prefeito tem que tomar providências”, cobrou. A universitária, Janaina Alves, 35 anos, disse que mora há 20 anos, na rua marginal, Antonio Fraga Ramos, e que está pensando em se mudar para outro local. “Já cansei de ligar para o 0800 da Prefeitura( Fala Cidadão) para eles retirarem o lixo das margens e repor as lâmpadas queimadas na iluminação pública, mas eles não comparecem”, ressaltou. “Entre todos os prefeitos que já governaram Viamão, parece que esse é o pior”, avalia indignada a moradora Janaina.
Nery conta que pelo valão localizado na margem oeste do lago corre o esgoto doméstico das residências do centro de Viamão, e que nos dias de chuva torrencial parte da água poluida transborda para dentro do lago. “Dias depois começa a aparecer peixes mortos”, revela.
Julian Silva conta que viu um caminhão a serviço da prefeitura despejar lixo dentro do lago. O secretário de obras, Marcos Nor, explicou que o caminhão da prefeitura não joga lixo. “O caminhão pipa capta a água do lago para utilizar no hidrojateamento com a finalidade de desentupir os bueiros nos bairros do município”, esclarece.
Segundo o acadêmico em biologia na UFRGS, Vilson Antonio Arruda, os peixes morrem devido a baixa concentração de oxigênio provocada pela poluição. “A taxa de oxigênio é muito baixa, e os animais aquáticos entram em óbito devido o alto nível de poluição”, explica Arruda.

VISTA PARCIAL DO LAGO TARUMÃ EM 2009
Foto: Itamar Santos

SEM SANEAMENTO BÁSICO ESGOTO DOMÉSTICO
A CÉU ABERTO CORRE PARA DENTRO DO LAGO

ESGOTO DAS RESIDÊNCIAS NÃO CAEM NA CANALIZAÇÃO PÚBLICA
E CORREM PARA DENTRO DO MANANCIAL DO LAGO

CENTENAS DE PEIXES MORRERAM NESTA SEMAMA

A POLUIÇÃO DA ÁGUA NÃO POPOU OS
MORADORES AQUÁTICOS DO LAGO

OLHA SÓ A GRANDE QUANTIDADE DE PEIXES MORTOS

O POVO MAL EDUCADO DESCARTA SOFÁ NAS MARGENS DO LAGO

LIXEIRAS DOMÉSTICAS SÃO COLOCADAS
DENTRO DA ÁREA DE PRESERVAÇÃO

LIXO PE DESCARTADO PELA POPULAÇÃO NAS  MATAS DA RESERVA


ENTULHOS E RESTOS DE MATERIAL DOMÉSTICO É COMUM
 ENCONTRAR NAS VIAS DE ACESSO AO LAGO

LIXO É CARTÃO POSTAL NO LAGO

POR TODO O  ESPAÇO TEM LIXO DOMÉSTICO ESPALHADO

VEJAM O CONTRASTE: LIXO E BELEZA NATURAL

LAGO LINDO, E LIXO SUJO

CARCAÇAS DE ANIMAIS MORTOS SÃO DESCARTADOS
 NA MARGEM DO LAGO TARUMÃ

LIXEIRA DOMÉSTICA FOI COLOCADA DENTRO DA ÁREA
DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL DO LAGO


OLHA SÓ A VERGONHA QUE É. OUTRO SOFÁ
QUASE CAINDO NO LEITO DO LAGO

POVO SEM EDUCAÇÃO É POVO DESUMANIZADO
CÃOZINHO FOI SE ALIMENTAR DE PEIXE MORTO
E FICOU EMBRETADO NA ÁGUA

PEIXES MORTOS POR ENTRE A ESPUMA



CAUSA PROVÁVEL DA MORTE DOS PEIXES

DBO

DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO

Vilson Antônio Arruda*

*Acadêmico em Biologia UFRGS

02/08/2011

Quando se fala em esgotos domésticos, o termo DBO é frequentemente usado pelos técnicos; ele é indispensável em qualquer discussão a respeito.

Vou tentar esclarecer o que significa para os leigos:

DBO é a abreviatura de Demanda Bioquímica de Oxigênio.

A palavra demanda quer dizer, entre outros significados, quantidade consumida ou a consumir; a palavra bioquímica significa, aí; um misto de reações de origem biológica e química.

RESUMINDO:

DBO é um consumo de oxigênio, através de reações biológicas e químicas que ocorrem no interior de um manancial de água doce (rio ou lago) – Corpo d’ água.

Corpo d’água doce significa neste caso, em Viamão, O Lago Tarumã.

Num corpo d’água coexistem bactérias e matéria orgânica (poluição) de todas as naturezas.

Uma bactéria se alimenta de matéria orgânica (contém carbono e hidrogênio), isto é, seu alimento se baseia em substâncias que contêm carbono e hidrogênio.

No caso do Lago Tarumã a matéria orgânica (poluição) são os esgotos domésticos que entram no algo de alguma forma.

A digestão completa dessa matéria orgânica (que contém o carbono e o hidrogênio) se faz no organismo da bactéria, através de uma reação bioquímica que necessita de um elemento fundamental para ser realizada: o oxigênio.

Quando é fornecido (como alimento) à uma bactéria uma quantidade de matéria orgânica, ela precisará de uma determinada quantidade de oxigênio para que seu organismo transforme a matéria orgânica em outra substância (no caso, mineralize a matéria orgânica).

Um rio ou um lago é sempre rico em matéria orgânica (alimento) e bactérias (decompositores)

Para que as bactérias sobrevivam e se multipliquem é necessário haver alimento (matéria orgânica) e oxigênio. Se houver muitos alimentos, as bactérias se multiplicarão em demasia e disputarão entre si todo o oxigênio disponível; dessa forma, o oxigênio tende a acabar e as bactérias a morrerem, transformando-se em mais alimento disponível (afinal elas são matérias orgânicas também).

Acabado o oxigênio, as águas do Lago Tarumã serão incapazes de sustentar a vida aeróbia (isto é, a vida de todos os organismos que habitam as águas e necessitam oxigênio para viver).

Dessa forma, tem sempre que haver um limite de matéria orgânica que pode ser lançada a um rio ou a um lago, para que o oxigênio existente não desapareça e com isso o rio ou lago "morram".

O esgoto a “céu aberto” que deságua no Lago Tarumã é uma fonte enorme de matéria orgânica, diz-se, assim, que a DBO desse esgoto é alta ou, que quer dizer, as águas do esgoto irão exigir um alto consumo de oxigênio do Lago, exatamente por serem ricas em matéria orgânica.

O tratamento de esgotos nada mais é que uma forma de reduzir essa DBO, antes que o esgoto atinja o manancial de água (no caso aqui específico o lago Tarumão), para preservar seu oxigênio e também, em alguns casos, eliminar matérias orgânicas vivas transmissoras de doenças para o homem.

Alguns exemplos de DBO:

a) As águas servidas de uma refinaria de açúcar chegam a ter DBO de 6.000 miligramas por litro, o que significa que a cada litro dessas águas despejado num rio farão com que 6.000 mg ou seja, 6g do oxigênio dissolvido na água do rio desapareçam.

b) Nos esgotos não tratados (esgotos domésticos), cada pessoa é responsável (em média) pelo desaparecimento de 54 gramas diárias de oxigênio existentes nas águas do rio (ou lago) onde esse esgoto é despejado.

Dessa forma, sendo a água doce um bem raro, qualquer tratamento prévio para reduzir a DBO (fossa séptica, filtro biológico etc.) será de grande importância na preservação dos corpos d’água, dos quais dependemos para viver.

Proposição para solucionar o caso do lago Tarumã:

Plano de Manejo: Curto Prazo – urgência.

1) Desvio do valo marginal ao lago (condutor de esgoto doméstico do centro da cidade), com respectiva canalização subterrânea com vazão superior a demanda de água nos dias torrenciais de chuva forte e consistente;

2) Cultivo das plantas:

2.1- Aguapés((fica boiando na superfície da lâmina de água);

2.2- Junco (Carex sp) – planta fixa que habita as margens dos mananciais aquáticos.

OBS: Ambas, as plantas especificadas são filtradoras de água.

3) Recolhimento permanente do lixo na região do entorno do Lago Tarumã;

4) Canalização subterrânea dos esgotos domésticos que correm a céu aberto, na rua João Dias, lado norte, desviando-os, para o esgoto público.

5) Pavimentação das ruas marginais e arborização no entorno do Lago Tarumã para humanização do local;

6) Iluminação pública nas vias do entorno do Lago para segurança dos cidadãos que por ali circulam.



*Acadêmico em Biologia UFRGS

*Professor na Escola Técnica de Agricultura de Viamão











segunda-feira, 1 de agosto de 2011

VIAMÃO: CAMPEONATO DE KARATÊ KYOKUSHIN

Viamão tem 1º Campeonato
de Karatê Kyokushin










Texto e fotos: Guilherme Not

As artes marciais proporcionam grande disciplina, preparo físico e respeito. Uma prova disso foi o 1º Campeonato de Karatê Kyokushin de Viamão, realizado no ginásio Carlos Pinto Mennet, neste domingo (31/08). Com um grande número de espectadores e cerca de 70 competidores, a competição teve apresentações de Kata (simulações de luta com vários oponentes) e Komitês (combates), além de técnicas de Kickboxing.
O evento, que foi organizado por membros da Federação Gaúcha de Karatê Kyokushin em parceria com a Prefeitura de Viamão – através da Secretaria Municipal de Cultura e Esporte –, contou com a presença do prefeito Alex Boscaini, do secretário de Gestão e Relações Institucionais, Robinson Duarte, do secretário de Cultura e Esporte, Alexandre Godoy, do diretor-geral de Cultura e Esporte, Adão Pretto Filho, e do presidente da Federação Brasileira de Karatê Kyokushin, Francisco Alves Filho.
Iniciando a cerimônia, foram executados os hinos nacional e rio-grandense. Em seguida, o prefeito fez uma breve fala. Segundo Boscaini, o evento serve para divulgar o trabalho realizado pela secretaria da Cultura e Esporte e as ações que Viamão tem realizado: “Esse campeonato serve para divulgar as artes marciais, mas também para divulgar as coisas boas da cidade; o nosso povo ordeiro, nossa hospitalidade”. Finalizando, o prefeito desejou a todos um bom campeonato. Já Alves agradeceu a oportunidade e pediu empenho máximo dos atletas.
O campeonato começou com a apresentação de Katas, divididos em três categorias: criança, kata básico, intermediário e avançado. Depois, aconteceram os komitês, que são os combates. Os competidores foram divididos nas categorias mirim, infantil, infanto, juvenil, juvenil feminino, juvenil por peso e adulto iniciante. Além disso, os alunos da academia Guaíba realizaram uma apresentação de movimentos da luta Kickboxing, e o sensei Aderli, um dos organizadores do evento, demonstrou uma técnica de quebrar telhas – chamada de Tameshiwari – além de uma simulação dos movimentos realizados em aula, com seus alunos.

Assessoria Comunicação Prefeitura de Viamão

VIAMÃO: PREFEITO CONSTRÓI PRAÇAS PARA NINHOS DOS MOSQUITO DA DENGUE

SÃO CINCO PRAÇAS QUE SE
ENCONTRAM NESSA SITUAÇÃO
 DE VULNERABILIDADE

O prefeito, Alex Boscaini (PT), na ânsia de inaugurar praças com valores absurdos não observa que os balanços contruídos com pneus sucatas servem de reservatório de água nos dias de chuva o que possibilita a proliferação dos mosquitos da Dengue.

A foto  acima registra a praça localizada em frente a Escola Estadual de Ensino Médio Açorianos onde várias crianças brincam no local, onde os pneus servem de ninho dos mosquitos e que pode estar contaminado com as larvas. Como essa água armazenada é limpa os mosquitos vão adorar.
O governo federal gasta um monte de dinheiro público, inclusive enviando verbas para as prefeituras fazerem programas de combate a proliferação do mosquito da Dengue.
 Gastam dinheiro no combate a Dengue, mas o descaso é oriundo e notório do próprio poder público.
SOLUÇÃO: O acadêmico em Biologia da UFRGS, Vilson Antonio Arruda, disse que agora a solução é fazer um furo na parte inferior dos pneus para água escorrer nos dias de chuva

VIAMÃO: PESSOAS FICAM "TIPO BICHO" NA FILA DOS POSTOS DE SAÚDE

AS PESSOAS FICAM "TIPO BICHO"
AGUARDANDO POR UM FICHA MÉDICA
NOS POSTOS DE SAÚDE DE VIAMÃO
Nesse frio e com chuva as pessoas madrugam
na frente do Posto de Saúde, Vila Augusta, e o PT não faz nada para
melhorar a dignidade dessa gente
O enganoso discurso do prefeito Alex Boscaini (PT) dizendo que o problema da saúde é em todo o Brasil, e não se concentra só em Viamão, é desculpa para boi dormir.
Recentemente o governo do ex-presidente Lula, partido do prefeito, ofereceu para Viamão uma verba do Ministério da Saúde para a instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Viamão e o prefeito sem consultar alguém devolveu o dinheiro. A verba seria no valor de R$ 2,5 milhões, e em contrapartida a prefeitura teria que arcar com cerca de R$ 400 mil.
O prefeito Alex (PT) com ar de descaso enviou um oficio para o presidente Lula devolvendo a verba, justificando que a prefeitura não tinha os R$ 400 mil para oferecer em contrapartida para aplicar nas obras.
O vereador Joãozinho (pmdb) disse que o prefeito e os vereadores do PT não tinham a verba para aplicar na UPA, mas no entanto, tinham para aplicar na construção de praças superfaturadas e num pórtico sem serventia que custou R$ 375 mil. “O prefeito Alex e os vereadores do PT não tem interesse em mudar este quadro triste da saúde em Viamão”, disse indignado.
O pré-candidato a prefeito, Romer Guex (PSOL), disse que :“A secretária da saúde, Indianara Franco, é indicada do vereador Serginho Kumpfer (PT), e que o vereador petista se limita somente em observar de longe a tristeza das pessoas que não tem um atendimento digno nos postos de saúde do município.

AS PESSOAS FICAM NA FILA “TIPO BICHO”
Para os leitores terem uma idéia do descaso fomos visitar, na madrugada, o Posto de Saúde, Vila Augusta, e constatamos o tamanho da angústia dos doentes em busca de um médico. Com esse “friuzão” as pessoas doentes ficam ao relento na fila e, sem acesso aos banheiros permanecendo por mais de quatro horas “tipo bicho” na esperança de conseguir um ficha de atendimento médico para o mesmo dia
Porque o prefeito Alex (PT) não autoriza o guarda municipal a abrir o posto na madruga e os banheiros para essas pessoas não ficarem na rua “tipo bicho”, enfrentando o frio e a chuva?

PT É GOVERNO MAS NÃO MUDA A SITUAÇÃO
O vereador Sérginho Kumpfer que é PT roxo, e atualmente, é governo em três níveis - federal, estadual e municipal - que me desculpe, mas ficar na retaguarda sem dizer nada ou não tomar previdências práticas e consistente para resolver os problemas da sáude é muito cômodo para um político que é pré-candidato à prefeito pelo PT.
Tem que sair do casulo Sérginho, e cobrar do prefeito Alex que muito seu amigo íntimo.

VIAMÃO: ASSISTÊNCIA SOCIAL VISITA ALDEIA INDÍGENA MBYA GUARANI - EM ITAPUÃ

Assistência Social visita
aldeia indígena de Itapuã


CADASTRADAMENTO DO POVO INDÍGENA EM VIAMÃO

CRIANÇAS INDÍGENAS FELIZES AO RECEBER OS AGASALHOS

 O CACIQUE NHÉKATU DE CAPÉU RECEBE DOAÇÕES PARA AQUECER O INVERNO DA TRIBO

Texto e fotos: Natália Maciel

A Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social visitou, na manhã de sábado (30), pela primeira vez, a aldeia indígena de Itapuã. Na ocasião, 1.090 peças de roupas e 90 pares de calçados foram doados, ação que faz parte da Campanha do Agasalho.
A secretária de Cidadania e Assistência Social, Lucia Noronha, ressaltou a importância do encontro. “Viemos aqui como prefeitura para, além de fazer as doações, discutir as necessidades da comunidade e quais as prioridades”, afirmou. Os agasalhos foram entregues ao cacique da aldeia, Turíbio Nhékatu Gomes, que ficou responsável por distribuí-los ao restante dos índios.
Demonstrando interesse em resolver as dificuldades do povo, também estavam presentes no local assistentes sociais dos Cras da zona rural, coordenares e as responsáveis pelo Bolsa Família no município. “A secretaria também está realizando o cadastro das famílias para o encaminhamento ao Cras e ao Bolsa Família”, afirmou a coordenadora do Cras Águas Claras e Itapuã, Neusa Quintana.
Não foi preciso entender o guarani para perceber que todos ficaram muito felizes com a doação e com os cadastros realizados. Em agradecimento, os representantes da secretaria receberam de presente colares feitos pelas índias, além da ótima recepção.
Além disso, a partir de hoje, dia 1º, a comunidade indígena estará assistindo a aulas no galpão que se encontra no local. “Já temos um professor a caminho, que virá ensinar a nossa população”, contou, feliz, o cacique Nhékatu.

Os Guaranis em Viamão

A relação de um indígena da etnia Mbya Guarani, como os que vivem em Viamão, é diferente de um indígena de uma outra etnia, como os Kaingang, presentes em outras regiões do estado do Rio Grande do Sul.
A questão da mobilidade entre os Guarani é fundamental para se compreender outros aspectos da sua cultura. Eles estão constantemente em trânsito, a convite de parentes, visitas a xamãs, casamentos, etc. Essa característica marcante dos Mbya não é considerada adequadamente na maioria dos processos de demarcação oficial e, portanto, artificial dos seus territórios.
Segundo a antropóloga Maria Inês Ladeira: “[...] O território ou mundo Guarani Mbya, enquanto espaço cartográfico e geográfico, é fragmentado e compartilhado por diferentes sociedades e grupos sociais. Em contraposição, as aldeias ou tekoa – “lugar onde vivem segundo seus costumes e leis” – não podem abrigar outros grupos humanos. O espaço físico de um tekoa deve conter recursos naturais preservados e permitir a privacidade da comunidade.
Entretanto, a fragmentação atual das aldeias, definidas por limites artificiais em função do reconhecimento público e oficial de outras ocupações (tais como fazendas, loteamentos, estradas, projetos de abastecimento etc.), inviabiliza-as enquanto espaço que garanta a subsistência da própria comunidade

VIAMÃO PARTICIPA DO BRASIL SEM MISÉRIA

Viamão participa do Brasil Sem Miséria


Texto e fotos: Natália Maciel

Com o objetivo de apresentar os trabalhos realizados pela Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (SMCAS), a secretária da pasta, Lucia Noronha, e a diretora do Departamento de Assistência Social da secretaria, Marlene Fiorotti, participaram de reunião na terça-feira (26), na Casa Civil.
Na ocasião, a secretária conversou com a coordenadora adjunta do Programa RS Mais Igual, Paola Carvalho. O projeto, lançado no final de junho, está integrado ao plano nacional Brasil Sem Miséria, do governo federal. O objetivo é implementar políticas públicas que buscam, até 2014, tirar da linha da pobreza extrema 306,6 mil gaúchos que ainda vivem em condições degradantes e desumanas. Tais ações são realizadas por meio das secretarias e órgãos do governo estadual. Além disso, o RS Mais Igual, afim de melhor realizar o que é proposto, visa a constituir uma rede de parcerias com as prefeituras e a sociedade civil.
Propor essa parceria foi o que a secretária Lucia Noronha fez ao visitar a Casa Civil na tarde da terça-feira (26). No encontro, ela apresentou a situação do município à coordenadora adjunta do programa. “Desde o ano passado, nós contribuímos para diminuir a miséria em Viamão, com doação de materiais, de agasalhos, etc. Em Viamão, temos aldeias indígenas, quilombos e locais que necessitam de grande assistência. Por isso, viemos aqui hoje para saber como podemos fazer parte desse projeto”, ressaltou Lucia.
Paola explicou que o programa está em uma fase de articulação das regiões prioritárias que, segundo ela, é Porto Alegre e região metropolitana. “Como a população é em grande número, é elevado também o nível de pobreza e miséria”, destacou.
Segundo a coordenadora adjunta, é muito importante que os municípios demonstrem interesse pelo programa e que já realizem ações para a população local. Ela propôs a elaboração de um plano de trabalho conjunto que, primeiramente, determine a região do município que tenha mais dificuldades.
“É por esse local que nós iremos começar. A partir disso, iremos estabelecer no plano a meta com o número de pessoas que devem ser atingidas na ação. Iremos construir, aos poucos, as articulações possíveis e tentar direcionar ações do Estado na região”, ressaltou Paola.
Para Marlene, o município precisa ser propositivo. “Viemos aqui na Casa Civil, mostramos as nossas ideias, o que estamos fazendo por Viamão, buscando o que ainda queremos realizar. É assim que seremos vistos e atendidos lá fora”, destacou a diretora.
A coordenadora adjunta do Programa RS Mais Igual deixou o seu contato à secretária Lucia Noronha e mais reuniões serão marcadas para discutir o plano de trabalho a ser realizado no município.

domingo, 31 de julho de 2011

VIAMÃO: ESPORTE BALUARTE - ESTRADA DO PESQUEIRO - VIAMÃO

ESPORTE CLUBE BALUARTE FOI CAMPEÃO EM VIAMÃO
CARTEIRAS DE SÓCIOS DE VALDOMIRO E WALDEMAR EM 1981

(E) VILMAR, VALDOMIRO E VILSON OLIVEIRA

VALDOMIRO MOSTRA A SEDE ANTIGA DO BALUARTE

HOJE O CAMPO DE FUTEBOL ESTÁ INATIVO


As fotos foram tiradas no ano de 1973
Em pé (E): Miranda, Nésio, Jorge, Zé Leandro, desconhecido e Salada.
Agachados: Professor Abílio, desconhecido, Adãozinho, Jorge Motta, Darci, desconhecido e Edú

.

Em pé: Ariosvaldo, Miranda,Nésio, Antenor Becker, Edú,

A Sociedade Esporte Baluarte foi fundado em 11 de maio de 1961,  na localidade da Pedreira do Pesqueiro (Almeidas). A sociedade foi fundada pelos cortadores de pedra Antônio Becker da Rosa (depois vereador pelo PMDB), Waldemar Nunes de Oliveira, Pedro Mattos e o interessado professor Ariosvaldo Goudinho. O clube esportivo foi criado com finalidade de reunir, nos finais de semana, os cortadores de pedra granito e suas famílias para integração comunitária nos finais de semana, já que na região não havia área de recreação e lazer
A área foi doada pelo fazendeiro Peres e depois legalizada pelo Prefeitura de Viamão mediante desapropriação no governo Pedro Antônio Pereira de Godoy, na década de 70. O vice-prefeito na época era Marco Polo Mennet
Os irmãos Villanova de Oliveira: Valdomiro, Vilma, Vilmar e Vilson foram criados morando ao lado do campo e contam que nos finais de semana era o único local de diversão das famílias porque a região era de difícil acesso a ao centro de Viamão.

Valdomiro Villanova de Oliveira, 50 anos, o mais velho da família jogou somente nos veteranos e conta que na sociedade do Baluarte era muito bom, pois tinha os bailes animados pelo gaiteiro Plinio, ou reuniões dançantes animadas com toca-discos de vinil, geralmente nos domingos a tarde.
O Vilmar Villanova de Oliveira, 44 anos, não jogava bola, mas agitava a torcida. Ele conta que há mais de 10 anos a sociedade está ociosa. "Alguns morados remanescentes da época tentaram reanimar a sociedade, mas não conseguiram.
O irmão mais novo da famíla, Vilson Villanova de Oliveira, 42 anos, revela que jogou no primeiro quadro do Baluarte com a camisa 10. "Eu era meia-esquerda e decidia os jogos", disse. Ele lembra que na época a Sociedade do Baluarte era muito ativa e o time muito bom, pois foi campeão municipal de Viamão na década de 1980, jogando contra o excelente time do Metropol.
Na região também tinha na época os times do Xavante, Santo Antonio (Passo da Areia).

sábado, 30 de julho de 2011

VIAMÃO: MORREU ITAMAR CARVALHO (TIO ITA)

Aos 89 anos faleceu Itamar Carvalho uma das pessoas mais queridas da cidade de Viamão. Nasceu em 1922. Seu Itamar ou Tio Ita deixou os amigos e familiares ña noite da última segunda-feira, 25 de julho. Itamar estava internado, a cerca de 10 dias, no Hospital de Cardiologia de Viamão.
Para muitos ele era um patrimônio humano da cidade de Viamão.
"Ele era um dos símbolos da nossa cidade", disse Moacir Santos oficial do Cartório de Imóveis de Viamão.
Era viúvo e deixou a filha, única, Helena e dois netos (Sabrina e Paiquinha).
Foi comerciante, ora aposentado, nos tempos dos armazéns em frente a praça da Matriz da cidade. Era irmão gêmeo de Índio Carvalho que já faleceu faz tempo.
Nos tempos antigos, os irmãos Carvalho foram os percurssores do Arraial da Alegria. Nas noites frias de São João organizam uma fogueira na Praça da Matriz  para as pessoas se divertirem. Distribuiam pinhão, pipoca, quentão e muito carinho para a comunidade.
Itamar nestas festas colocava um pau de sebo ereto (como chamavam um eucalipto sem casca que ele mesmo fpassava um sebo de bovino em toda a região da madeira para resvalar e fincava no solo) e na extremidade colocavam um balão para a gurizada pegar. Quando um dos meninos chegava ao topo e pegava o balão ganhava como prêmio um rancho, balas e pirulitos.
Itamar Carvalho jogou no primeiro quadro do Tamoio Futebol Clube (time da cidade) que ele amava de todo coração. Atualmente, fazia parte do Conselho Fiscal. Inclusive, o salão de festas do Tamoio leva o seu nome "Itamar Carvalho".
Era torcedor fanático também dos Veteranos do União. Não perdia um jogo da equipe alvi-negra aos sábados á tarde no Estádio Edgar Leitão Teixeira. Gostava de ver jogar no União o Bode, Roberto, Nego César, Raul Ávila, Nego Queijo, José Marques, Arruda Filho e outros menos habilidosos.
Foi fundador do Clube dos Casados e, atualmente, frequentava como sócio o Clube de Sinuca dos Vinte, mesmo sem saber dar uma tacada nas bolinhas de bilhar, como conta André Silva (Beiço). Gostava era de participar. Muito alegre e divertido.
Era um baita dum.... complô. Fazer gozação e brincadeiras era com ele mesmo.
Gostava da política que se lambia. Foi da Arena e depois se filiou ao PDS. Sempre apoio o Clodoaldo Prates da Veiga seu padrinho político. Desgosto com a corrupção suja dos políticos abandonou a politica
O velório ocorreu na Câmara de Vereadores de Viamão e enterrado no cemitério Dois de Novembro na terça-feira, 26 de julho.

VIAMÃO: DANILO GANDIN DEFENDE A MUDANÇA DA ESCOLA ATUAL

Mestre em educação defende
a mudança da escola atual



Textos e fotos: Rose Iemara Scherer

O processo escolar e a transdisciplinaridade foi o tema da palestra do mestre em educação e filósofo Danilo Gandin, no Congresso sobre Formação Continuada de Professores. Gaúcho, residente em Porto Alegre, Gandin disse apreciar muito o município de Viamão. “Por todos os lugares em que já estive, só em Viamão e Brasília é onde se pode atravessar uma faixa de segurança, com segurança. É só pisar na faixa, que os veículos logo vão parando. Isso é educação”, ressaltou o mestre na abertura de sua palestra.
Gandin, que também é escritor, já recebeu vários prêmios na área da educação. Ele subverte a ordem disciplinar estabelecida. O mestre é contrário ao livro didático e defende uma mudança radical na forma atual da escola. “O mundo mudou, mas a escola ainda está apegada no modelo como foi criada, nos séculos 18 e 19. Hoje, não é só a elite que vai para a escola, mas toda a população. Houve um alargamento do conhecimento e a concepção do ser humano não é mais o centro do universo e sim como parte da natureza. Temos internet, rádio, mídias sociais... Tudo o que importa para o aluno está fora do conhecimento da escola. A escola está dominada pela física, química, biologia, etc. Este modelo está ultrapassado!”, explica.
Segundo Gandin, o processo educativo não funciona só na palavra. “Cada escola tem que construir seu processo de planejamento coletivo, agregando não só os alunos, mas as famílias também nessa construção. Isso faz com que a criança assuma sua identidade”, fala. Para o palestrante, a transdisciplinaridade vai além das disciplinas. “As pessoas se educam. Ninguém educa ninguém. Contudo, ninguém se educa sozinho. Nós nos educamos nos nossos relacionamentos, intermediados pela natureza e pela cultura”, conclui.

Novo modelo de educação
O novo modelo de educação idealizado por Gandin concilia o conteúdo tradicional necessário ao uso da internet e novos e infindáveis conteúdos. A alfabetização continuaria, com a leitura, interpretação e escrita. Não esquecendo também a matemática simples, que é utilizada durante toda a vida. Seria um único professor por turma, capacitado para lecionar vários temas, acompanhado por vários especialistas e assessores da Secretaria de Educação.
As vantagens, de acordo com o mestre em educação, seria a maior amplidão do saber, aumento do interesse dos alunos pelas aulas, construção da autonomia, criatividade e responsabilidade, além dos estudantes estarem em sintonia com os atuais conceitos educativos. Para Gandin, o conteúdo não tem que ser preestabelecido e o professor não tem que falar o tempo todo. “É preciso que as 7.200 horas do ensino fundamental sejam usadas para a aprendizagem do que realmente interessa ao cidadão”, encerra.

VIAMÃO: REGINA SHUDO - NOVAS METODOLOGIAS PARA MELHORAR O DESEMPENHO ESCOLA

Novas metodologias tendem a melhorar
o desempenho escolar do município

DOUTORA REGINA SHUDO


Texto e fotos: Letícia Pusti

Possibilidades avaliativas em língua portuguesa e matemática: melhorando o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foi o tema da palestra regida pela pedagoga pós-graduada em metodologia de ensino, Regina Shudo, nesta quinta-feira (21/julho), no colégio Stella Maris. Com a proximidade da Prova Brasil, que mede a qualidade do ensino no país, a cada dois anos, nada mais próprio do que trabalhar as metodologias utilizadas em sala de aula, assim como novas propostas, com o objetivo de alcançar uma melhor atuação não só do aluno no IDEB, como também das escolas.
“Os alunos brasileiros lêem pouco, logo, produzem mal. Estamos investindo na formação continuada dos professores para melhorar o desempenho geral”, disse a palestrante. Regina explicitou ao longo da sua apresentação a necessidade de os professores, em conjunto com administração das escolas, tomarem conhecimento de que é necessário dar maior atenção à educação de base para que o aluno chegue estimulado nas séries mais avançadas e assim produza melhor.
Ainda a palestrante demonstrou, com jogos práticos, alguns dos métodos de ensinos que podem ser trabalhados por abordarem as matérias de maneira diferente e mais eficazes do que a tradicional. Assim, a absorção dos conteúdos tende a ser mais fácil e interessante, além de fixa, e não passageira.
A palestra também ressaltou a necessidade da busca de resultados e melhoria da educação brasileira, tendo como ponto a responsabilidade dos professores em se empenharem na formação de cidadãos.

VIAMÃO: AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE ATENDIMENTO NO HOSPITAL DA CIDADE

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Câmara discutiu atendimento
 no Hospital de Viamão

Sessão especial buscava avaliar a relação entre a entidade e a municipalidade e o repasse de recursos para a manutenção do atendimento 24 horas pelo SUS

VEREADOR SÉRGINHO PROPÔS A AUDIÊNCIA PÚBLICA

A Câmara de Vereadores de Viamão realizou nesta quarta-feira, 20 julho, uma Audiência Pública para discutir a situação do Hospital de Viamão e a relação desta entidade com o município. A iniciativa foi do vereador Serginho Kumpfer (PT) e estava programada antes mesmo da polêmica aprovação do projeto de lei que aumenta o valor dos repasses da prefeitura municipal para a manutenção do pronto-atendimento 24 horas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Pretendemos fazer um debate que aprofunde o entendimento dos problemas que o hospital de Viamão enfrenta e quem sabe desenhar algumas alternativas para que a população seja mais bem atendida”, justificou. Kumpfer também destacou a participação de todas as partes envolvidas, que responderam ao chamamento da Casa Legislativa, a fim de prestar esclarecimentos à comunidade. “Seria uma pena realizamos uma reunião desta envergadura sem a presença de alguma das partes envolvidas em todo o processo”, disse.
Além do vereador Serginho, que presidiu os trabalhos, fizeram parte da mesa de debates a promotora Gisele Moretto, representando o Ministério Público de Viamão, a secretária municipal de Saúde, Indiana Olinski, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Ênio Tacques, o diretor do Hospital de Viamão, Alexandre Brito, o superintendente do Instituto de Cardiologia, Alberto Beltrame e o prefeito municipal, Alex Boscaini.


O que diz o prefeito de Viamão
Primeiro participante a se manifestar, o prefeito Alex Boscaini destacou a relação que vem mantendo com o Hospital desde o início da sua gestão. “Ainda em 2004, no final do mandato do prefeito Ridi, discutimos a retomada do atendimento 24 horas pelo SUS e até hoje honramos este compromisso. Passamos pela crise de 2006, quando a entidade mantenedora à época, não tinha mais condições de continuar administrando o hospital e assumimos o compromisso de manter o hospital aberto, pois seu fechamento seria uma grande perda para a cidade. A comunidade precisa do hospital e o hospital precisa de nós, por isso somos parceiros e vamos continuar investindo no atendimento dos viamonenses”, defendeu. Boscaini também anunciou que já encaminhou novo projeto de lei para garantir a continuidade dos repasses da Prefeitura ao Hospital, com dois meses de antecedência, antes que o atual contrato se encerre, para que os vereadores tenham tempo suficiente para avaliar a parceria.

O que diz o superitendente do Hospital

BELTRAME SUPERINTENDENTE DO HOSPITAL
Para o superintendente do Instituto de Cardiologia, atual mantenedora do Hospital de Viamão, Alberto Beltrame, a mobilização da comunidade e das forças legítimas para discussão do tema é um fato bastante positivo. “Isso é um bom sinal, deve ser comemorado. O HV é um patrimônio da comunidade, pertence à população”, afirmou. Beltrame também lembrou a crise de 2006, quando o IC assumiu a administração da entidade. “A Santa Casa ficou 35 dias avaliando a situação e recusaram administrar o hospital. Tivemos cerca de uma semana para viabilizar a administração do HV e desde lá fazemos o possível para atender com qualidade a população que nos procura”, afirmou.
O superintendente disse ainda que o Instituto não tem interesse econômico no HV que ainda não consegue se manter com os recursos que recebe e necessita de aporte financeiro do grupo. “Hoje temos um déficit de quase R$ 1,4 milhão, uma folha de pagamento de cerca de R$ 1 milhão/mês e quem paga esta conta é o IC, de Porto Alegre”. Quanto ao atendimento e a dificuldade em conseguir profissionais, Beltrame afirmou que o atendimento em Viamão, em vista às diversas especialidades que o HV oferece, precisa de mais plantonistas do que o atendimento em Porto Alegre, no Instituto de Cardiologia. “Soma-se a isso a grande quantidade de pessoas que procuram os nossos serviços e o pouco volume de recursos que administramos.
Temos que encontrar uma alternativa para que o HV continue prestando seus serviços”, finalizou.
O superintendente do Instituto de Cardiologia, Alberto Beltrame, garantiu que nunca foi tirado dinheiro do ICHV. “Muito pelo contrário, usamos dinheiro do hospital de Porto Alegre para viabilizar a manutenção dos serviços do hospital de Viamão. Quando assumimos o hospital, o valor da hora do plantão, por exemplo, era R$ 32,00. Hoje, é R$ 90,00. E a receita continua a mesma. A folha de pagamento era de R$ 500 mil e hoje chega a R$ 1,4 milhão”, defendeu Beltrame, que ressaltou, ainda, que os recursos enviados pela prefeitura são muito necessários, mas é importante buscar outras fontes. “Temos que encontrar alternativas para viabilizar o aumento na prestação de serviços. Queremos alcançar em Viamão o mesmo conceito que temos em Porto Alegre. ”


O que diz o diretor do Hospital

ALEXANDRE BRTTO DIRETOR DO HOSPITAL
O diretor do Hospital de Viamão, Alexandre Brito, afirmou que o principal problema da instituição é cultural, pois as pessoas costumam se dirigir para outros hospitais, em Porto Alegre, por acreditar que o HV não atende à população. “Estamos trabalhando para mudar esta imagem junto à comunidade. Mas para isso sabemos que temos que mudar também o atendimento”, destacou. Segundo Brito o principal ponto de conflito atualmente é o setor de Emergência que em períodos anteriores sofria com a falta de vagas e profissionais. A orientação agora é que a Emergência “não fecha mais e não se deixa de atender nenhum paciente que procure auxilio”, afirmou. Brito ainda falou sobre as mudanças que estão sendo implementadas, com a racionalização de alguns serviços. Essa otimização visa além de melhorar a qualidade dos serviços prestados, diminuir os custos e as despesas do hospital. “Nossa meta é até o final do ano transformar a administração. Se ela não for rentável que pelo menos os números do que se recebe de recursos e as despesas, empatem”, torce.
Outra novidade é a adoção do sistema de Classificação de Risco, adotado em todo o mundo que se vale de parâmetros para hierarquizar o fluxo de atendimento, priorizando os casos mais graves e urgentes. “Todos serão atendidos, dentro das possibilidades do corpo médico e da urgência do caso. Para nós não há distinção entre pacientes do convênio, do SUS ou do Centro Clínico. O paciente para nós é um só”, finalizou.
O diretor do hospital de Viamão, Alexandre Brito, disse que já está trabalhando para mudar a imagem e recuperar a credibilidade da instituição. Brito reconheceu que o principal local de conflito é a emergência, mas alegou que o problema é inerente a todos os hospitais públicos do País. “A primeira medida que tomamos é não dizer mais que não temos médicos, pois isso não é verdade. Se faltam dois ou três, temos mais oito à disposição. Nosso objetivo é chegar com as contas em dia até o final do ano, no mínimo empatando os valores. Para isso, já estamos tomando algumas medidas, tais como, otimização dos serviços, redução de gastos e recuperação da credibilidade. Vamos humanizar o hospital com uma reestruturação geral, começando pela emergência. Também queremos acabar com a fila de espera nas cirurgias que são de competência do município”, explicou Brito.


O que diz o Ministério Público
MP cobra qualidade dos serviços

PROMOTORA GISELE MORETO COBRA QUALIDADE DOS SERVIÇOS


A promotora de Justiça, Gisele Moretto, afirmou que o Ministério Público tem monitorado a situação do Hospital de Viamão e agido sempre que necessário. Para ela a principal questão é o atendimento à população, e as queixas da comunidade são sempre investigadas. “A percepção mais comum é quanto à falta de atendimento e o atendimento precário da população”, explicou. Ainda contra o Hospital existe, segundo a promotora, uma denuncia do Conselho Regional de Medicina que recomenda a interdição da instituição por problemas éticos levantados pelo próprio CREMERS. “Nosso objetivo nunca é e nunca será optar pelo processo de fechamento do HV. E para isso realizamos diversas audiências e ajustes são realizados pelos administradores. O que cobramos agora é a elaboração de um cronograma para que sejam atendidos os acordos celebrados para a correção dos problemas apontados”, afirmou Gisele Moretto.
A promotora de Justiça do município, Gisele Moretto, lembrou aos dirigentes do hospital que no Ministério Público tramitam vários inquéritos que envolvem o hospital. “Porém, confesso que hoje, depois de tudo que ouvi aqui, estou mais tranquila, pois acredito que todos merecem uma segunda chance. Espero que a administração do hospital seja mais transparente e que realmente qualifiquem e aumentem os serviços prestados à população desse município.” Gisele pontuou que os problemas são muitos e a insatisfação da população é grande, causando grande preocupação ao MP. “Não queremos o fechamento do hospital. Queremos o comprometimento dos dirigentes e que apresentem em um curto prazo um cronograma do que estão querendo realizar.”

O que diz o Conselho de Saúde

PRESIDENTE DO CONSELHO COBRA PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE
Já o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Ênio Tacques, disse que o conselho tem fiscalizado e acompanhado todos os contratos de parceria entre a entidade e a Administração Municipal. Tacques considera que a falta de um Plano Municipal de Saúde, efetivamente aprovado pelo conselho e transformado em lei, dificulta qualquer discussão ou avanço nas parcerias como hospital. “Precisamos discutir o sistema de saúde como um todo, para então construir uma parceria com o Hospital de Viamão que realmente funcione”, salientou.


Secretária destaca pontos positivos

SECRETÁRIA DA SAÚDE, INDIANARA FRANCO, INFORMA
QUE O HOSPITAL ESTA PASSANDO POR UMA AUDITORIA
Criticando a maneira como são destacados os pontos negativos com relação ao Hospital de Viamão, a secretária municipal de Saúde, Indianara Olinski, afirmou que a Secretaria de Saúde também avalia continuamente os aspectos positivos da parceria com a entidade. “Realizamos permanentemente a avaliação dos serviços prestados para a comunidade, junto com a administração do hospital e com a Secretaria Estadual da Saúde, que também destina recursos para o HV. Se ficássemos sem o atendimento do HV que sofreria seria a população”, comenta.
Enquanto isso, a secretária municipal de Saúde, Indianara Franco, lembrou que o hospital está passando por uma auditoria, promovida pelo município e o Estado. “É importante verificar a deficiência financeira e o que a União, o Estado e o município podem fazer para manter o hospital aberto prestando um serviço de qualidade à população. Uma das medidas relevantes que o hospital vai tomar é a classificação por risco, onde as pessoas vão saber qual o tempo de espera, como já acontece nos hospitais da Capital”, colocou a secretária.
Indianara também comentou a possibilidade do Vale do Gravataí receber um hospital regional, o que ela considera insuficiente, pois na verdade deveríamos estar discutindo a redefinição das referencias do Vale. “Transformar nossos hospitais em centros de referência qualificaria os já existentes e garantiria mais recursos para a região, e não para Porto Alegre, que hoje é o centro de referencia em atendimento, recebendo um maior volume de recursos”, aposta.

Vereadores se manifestaram
O vereador Joãozinho da Saúde (PMDB) aproveitou a presença do prefeito para cobrar do Executivo a realização de concurso público para a contratação de profissionais de saúde. “O senhor sabe que o MP já se pronunciou a respeito das contratações emergenciais. A população não pode ficar sem atendimento e a sua obrigação é manter os serviços. Então prefeito, peço que o senhor considere a possibilidade de realizar os concursos o mais rápido possível”, disse.
Quanto à questão do Hospital, Joãozinho criticou o sistema SAMU que faz com que muitos acidentados sejam encaminhados para o HV, mesmo que o hospital não tenha condições de socorrê-los. “O regulador do SAMU sabe que o nosso hospital não tem condições de atender um politraumatizado. Mandá-lo para cá, para ser estabilizado antes de ser encaminhado para um hospital especializado é uma perda de tempo e de vidas, muitas vezes.

Vereador Romer:
Rebatendo a afirmação do atual diretor do Hospital de Viamão que credita aos aspectos culturais as dificuldades que o HV enfrenta, o vereador Romer Guex (PSOL) disse que a saúde em Viamão não se resolve não é porque a cidade é ao lado de Porto Alegre. “Pelo contrário, o que salva o viamonense de uma situação caótica é exatamente esta proximidade com a Capital. Temos o pior sistema de saúde do Brasil, entre as cidades com mais de 250 mil habitantes”, denunciou.
Romer também criticou a maneira como a Prefeitura e o HV celebram seus convênios que continuam obscuros. “O Hospital sempre diz que precisa mais dinheiro, mas não diz se vai atender mais. Não sabemos o que o novo convênio vai oferecer à comunidade e a nossa intenção quando aprovamos o repasse por apenas três meses era acompanhar a evolução do processo, se esse aumento de recursos iria se refletir em aumento na qualidade dos serviços prestados. Ainda estamos esperando as respostas”, declarou.

Nadim quer analisar contrato do convênio
Outro vereador que se mostrou preocupado com o convênio foi o vereador Nadim Harfouche (PP). Ele disse que a Câmara e os Vereadores são constantemente cobrados sobre o assunto e que se a Casa tem responsabilidade deve também ter acesso a todo o processo. “Somos testemunhas oculares, muitas vezes, de que o atendimento é precário e também ouvimos as reclamações da população, mesmo que o contrato determine um nível mínimo de atendimento, nós queremos também discutir este contrato e não somente autorizar o repasse de R$ 300 mil sem saber o que realmente consta no contrato. Não queremos simplesmente pagar por pagar. Queremos o atendimento estabelecido no convênio e no contrato”, afirmou.
Nadim também comentou a informação do prefeito de que o projeto de lei já estaria protocolado para análise dos vereadores. “Se não conhecermos profundamente o contrato, não há motivo para discutirmos o projeto de lei. Somos responsáveis e solidários com toda a situação, então nosso dever é aprofundar o debate, pelo bem da comunidade”, concluiu.
Ao final da audiência, o vereador Serginho Kumpfer avaliou como muito positivo o encontro e lamentou somente a ausência do representante do Governo Estadual. “O Estado, como parte de todo o processo com certeza contribuiria muito com o debate, mas o que coletamos aqui, nas manifestações das partes envolvidas e da comunidade vai nos municiar na construção de alternativas que irão auxiliar na qualificação dos serviços do Hospital de Viamão, vamos seguir trabalhando”, finalizou.
População participou
PÚBLICO PARTICIPOU NA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE HOSPITAL DE VIAMÃO


REFERÊNCIAS:
Eduardo Escobar - MTb nº 13.657
Fone 51 - 8442.0917 - Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Viamão - RS

Texto: Beatriz Tavares e Fotos: Kauê Linhares
Asssessoria de Comunicação Social da Prefeitura

OSÓRIO: ESCOLA AGRÍCOLA ILDEFONSO SIMÕES LOPOES RECEBE PALESTRA DO SINTARGS E CREA

Escola Estadual de Ensino Médio
Ildefonso Simões Lopes recebeu o SINTARGS

No roteiro das palestras nas Escolas Técnicas do Rio Grande do Sul, no último dia 19/07/2011 o Vice Presidente do SINTARGS e Conselheiro do CREA/RS Téc. Agr. Luiz Nelmo de Menezes Vargas, realizou mais uma palestra com o tema '' Sistema CONFEA/CREA e Legislação Profissional” na Escola Estadual de Ensino Médio Ildefonso Simões Lopes de Osório. A escola tem como diretor o Prof. Dilson Maciel da Silva.

Palestrante Técnico Agricola Nelmo

Na oportunidade, participaram 80 alunos dos cursos de Técnico tem Agropecuária, Técnico em Meio Ambiente e professores. alunos dos cursos de Técnico em Agropecuária...
O objetivo das palestras é preparar os alunos dos Cursos Técnicos no sentido de conhecerem a Legislação Profissional da Categoria, bem como o Sistema CONFEA/CREA, no qual os profissionais terão que estarem registrados para exercerem a profissão quando forem para o mercado de trabalho. ... Técnico em Meio Ambiente e professores.
A escola possui 905 alunos e uma área de 97 há, sendo 30% de produção e 70% de mata atlântica.
A próxima palestra será no dia 03/08/2011 na Escola Técnica Bom Pastor de Nova Petrópolis.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

VIAMÃO: PRÉ-CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL TEVE PARTICIPAÇÃO DE USUÁRIOS

Pré-conferência municipal
de Assistência Social em Viamão




Texto e fotos: Natália Maciel

A pré-conferência municipal de Assistência Social, promovida pela Prefeitura de Viamão, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMCAS), ocorreu nesta quinta-feira (28). O evento foi realizado na Igreja Nossa Senhora de Fátima, na parada 41.
A diretora do Departamento de Assistência Social, Marlene Fiorotti, destacou a importância da participação dos usuários na ocasião. “Aqui nós decidiremos como andará a assistência social nos próximos anos em nosso município. É por isso que vocês devem ter consciência da responsabilidade que está nas mãos de todos”, ressaltou.
Para a secretária da SMCAS, Lucia Noronha, a participação dos usuários é o diferencial da pré-conferência. “Vocês sabem o significado deste evento, sabem os seus direitos e estão aqui para definir mudanças e como chegaremos a elas. Um momento como esse é o caminho para nos tornarmos mais fortes enquanto município, para sermos reconhecidos no futuro pelo trabalho que realizamos”, afirmou.
O presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), Francisco de Assis Brady, também acha fundamental a participação dos usuários no evento. “Eles vieram aqui para defender os seus direitos e a política de assistência social”, disse.
Na ocasião, o público presente debateu sobre o Sistema Único de Assistência Social (Suas), que compreende todas as áreas de ações da Assistência Social (Cras, Creas, Casas-lares, etc). “Esse sistema é relativamente novo, apesar da antiga luta da assistência. Há pouquíssimo tempo ele se tornou lei”, afirmou Marlene. Segundo ela, o Suas serve para organizar todas as ações da assistência e garantir que os usuários tenham os seus direitos. “A assistência social é um direito de todo e qualquer cidadão”, completou.
O tema da VII Conferência Municipal de Assistência Social é “Consolidar o Suas e valorizar os seus trabalhadores”. Para isso, foi apresentado ao público índices sobre as estruturas dos serviços oferecidos pelo sistema. “Para conseguirmos consolidar o Suas no município, precisamos discutir sobre a estrutura dos serviços que ele organiza. Devemos discutir tanto sobre a estrutura física como também em termos de equipe de profissionais”, explicou.
No segundo momento, o público presente reuniu-se em grupos para discutir propostas que serão encaminhadas à VII conferência e, ao final, realizaram uma plenária. O evento foi destinado ao 4° e 8° distritos (Cras Martinica, São Tomé, Monte Alegre e São Lucas) e contou com a presença de um grande número de pessoas. Também prestigiou o evento, compondo a mesa, o sargento Edgar Antunes.
A VII Conferência Municipal de Assistência Social ocorre no Novo Lar de menores no dia 6 de agosto, das 17h às 21h, e no dia 7 de agosto, das 8h30min às 18h. O que ficar decidido na plenária será encaminhado ao Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS/RS).

CAÍ NO MUNDO E NÃO SEI COMO VOLTAR - Eduardo Galeano

CAMARADA ARRUDA FILHO

Tomo a liberdade de encaminhar o artigo "CAÍ NO MUNDO E NÃO SEI COMO VOLTAR" do Eduardo Galeano, que me foi enviado pelo Prof. Celito. Bem interessante que nos leva a refletir muito.
Importante por que eu sou ainda daqueles que "palavra dada vale muito mais do documento assinado";. Hoje tão esquecido, principalmente, por aqueles que elegemos, quer para o executivo, quer para o parlamento, apresentam programas e assinam compromissos. Porém quando chegam ao seu intento que é se eleger ESQUECEM.

Um amigo dizia, outro dia: "que saudades do tempo que se podia confiar em quem empenhava a palavra ou o fio de bigode".
Ai está o nosso papel, como Educadores, de cobrar e mostrar ao Povo que devemos, indignados, rebeldes e mobilizados exigir que cumpram o que foi prometido. Mostrar que não somos bobos e temos memória. Por que elles já estão a se programar para as eleições municipais, para continuar a sua saga avassalador com as políticas neoliberais.
Não há dinheiro para saúde, educação, segurança e políticas públicas, mas a corrupção e a roubalheira corre solta em todos os níveis e ninguém é punido. Vocês jà viram alguém envolvidos nos escandalos devolver o que roubaram?
Temos de buscar um Mundo para todos, sem exclusão.

Nei Sena
CPERS

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From: nei@cpers.org.br
To: neisena@hotmail.com
Subject: Caí+no+Mu..[1]
Date: Fri, 29 Jul 2011 14:38:40 -0300

Caí no Mundo e não sei como voltar

Eduardo Galeano
Jornalista e escritor uruguaio

O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.
Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.

Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor.... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já vem um novo modelo".
Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus!

Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.
E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.

Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos...
Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.
Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.

Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.
Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de bastos".
As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.
Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!
E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.

E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.
Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue...

Eduardo Galeano


* Jornalista e escritor uruguaio

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